Entre os dias 20 e 22 de outubro, o Comando do 1º Distrito Naval (Com1ºDN) participou do Exercício Parcial de Resposta à Emergência Nuclear, sob coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), em Angra dos Reis (RJ). A atividade contou com a presença de, aproximadamente, 50 militares das três Forças Armadas, instalados no Colégio Naval, e com participantes de cerca de quinze outras instituições, reunidos em outra instalação.
Neste ano, o evento teve como particularidade a modalidade de exercício simulado, sem a presença de meios terrestres, navais, aeronavais ou tropas no terreno. Assim, a simulação de uma situação de emergência foi apresentada ao Comando Conjunto, estabelecido por determinação do Ministério da Defesa, com o propósito de apoiar os órgãos estaduais diretamente envolvidos, em caso de agravamento do incidente. O treinamento hipotético evidenciou uma possibilidade de ameaça à segurança da Central Nuclear Almirante
Álvaro Alberto (CNAAA), que se agravou com a atual conjuntura de pandemia, e testou a agilidade, prontidão, capacidade logística, de comando e controle e capilaridade dos militares com a finalidade de conter a instabilidade, minimizar os impactos ao meio-ambiente e conduzir a população para locais seguros, evitando a exposição a riscos radioativos.
Ao final do exercício, os militares avaliaram a eficácia dos planos de emergência, corrigiram pontos de vulnerabilidade, aperfeiçoaram métodos de atendimento à mitigação de ameaça e padronizaram procedimentos a serem empregados em casos de emergência real. O Exercício Parcial de Resposta à Emergência Nuclear é uma excelente oportunidade para colocar em prática os conceitos a serem adotados em uma situação de emergência, além de proporcionar a interação entre as Forças Armadas e todas as instituições envolvidas, apresentando, como resultado, ações integradas em proveito da sociedade. Cabe ressaltar que, antes e durante o desenvolvimento do exercício, foram adotados todos os procedimentos sanitários e medidas preventivas recomendados pelos Ministérios da Defesa e da Saúde, bem como pela Diretoria de Saúde da Marinha, a fim de evitar a disseminação da Covid-19.










