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mente, os sistemas reais são muito caros, e, se o mesmo   desafios.  Nesse  sentido,  este  trabalho  busca  analisar
            não for devidamente validado em hardware, não há   quais as vantagens e limitações da utilização da técnica
            garantias de que o sistema se comportará da maneira   de HIL para o desenvolvimento de sistemas embarca-
            esperada (NATIONAL INSTRUMENTS, 2019). Tem-       dos presentes na literatura.
            -se ainda que os testes no sistema real podem apre-
            sentar falhas, aumentando os riscos de causar danos,   SISTEMAS EM TEMPO REAL
            tanto  ao  equipamento  quanto  às  pessoas  envolvidas
            nessas atividades.                                    Um sistema em tempo real é aquele que realiza
                                                              uma ação  – execução  de uma  tarefa computacional,
                Uma forma de se minimizar os problemas citados
            acima é a técnica conhecida como hardware-in-the-lo-  atuação do freio em um carro ou a visualização de in-
            op. Esse tipo de simulação tem ganhado destaque em   formações em um display – dentro de um intervalo de
            diversas áreas como uma alternativa de testes de um   tempo pré-definido (SCHLAGER, 2008).
            sistema sob condições mais reais sem a necessidade de   As informações de um sistema em tempo real são
            produção ou confecção de um protótipo real.       fornecidas ao ambiente em que está inserido por inter-
                                                              médio de transdutores, isto é, sensores e atuadores que
                                                              transformam um estímulo físico em sinal e vice-versa.
            Justificativa e Relevância
                                                              A interação entre esses sistemas com o ambiente está
                No caminho entre a concepção do projeto e a uni-  vinculada à discretização dos sinais do ambiente pelos
            dade pronta e produzida, um dispositivo/sistema passa   sensores/atuadores, ou seja, são os componentes ele-
            por uma extensa bateria de análises e testes, desde a   trônicos do sistema que determinam a taxa de amos-
            modelagem e simulação iniciais até testes de laborató-  tragem dos sinais do ambiente.
            rio e de integração em locais de ensaio em terra, culmi-  Assim, o comportamento correto de um sistema
            nando, em última análise, em testes no mar.       em tempo real não depende apenas de resultados ló-
                Embora a modelagem e a simulação geralmente   gicos, mas também do tempo em que esses resultados
            andem de mãos dadas com o desenvolvimento e o teste   são produzidos (KOPETZ, 2011). Nesse sentido, uma
            de um dispositivo e ofereçam um meio para avaliar   simulação em tempo real, como é o caso da técnica
            o comportamento do sistema, os testes físicos de um   de HIL, deve- se considerar a taxa de amostragem do
            dispositivo, na maioria das vezes, são deixados para os   sistema a ser testado. Essa taxa indica o intervalo de
            estágios posteriores do projeto.                  tempo com a qual a simulação recebe resultados na en-
                Ao fazer a interface de dispositivos físicos com um   trada do sistema, bem como novas saídas estão dispo-
            ambiente simulado, as abordagens de simulação HIL   níveis (FARIAS, 2016). Para o controlador embarcado
            têm um grande potencial para facilitar os aspectos dos   em hardware, a taxa de amostragem é responsável por
            testes dos sistemas nos estágios iniciais do processo de   mostrar o tempo necessário para o controlador proces-
            desenvolvimento, levando em consideração uma am-  sar as entradas e disponibilizar variáveis de controle
            pla variedade de condições operacionais e cenários do   em suas saídas (LOCKHART, 2016).
            sistema. Isso também inclui a possibilidade de testar   As técnicas de simulação em tempo real oferecem
            dispositivos em ambientes emulados que representam   benefícios  significativos para minimizar as dificulda-
            sistemas que ainda não foram construídos e permite   des associadas com as fases de integração de hardware
            testar condições extremas (ou seja, potencialmente pe-  e software de um processo de desenvolvimento de um
            rigosas) ou difíceis de criar em um ambiente de teste   sistema embarcado (LINS, 2007). Por exemplo, uma
            rigidamente controlado.                           simulação HIL pode ser realizada diretamente sobre
                Desse modo, a possibilidade de conseguir realizar   o controlador sem a necessidade da planta do projeto
            projetos de melhorias e/ou atualização de sistemas em-  estar pronta, sendo a mesma simulada em ambiente
            barcados em navios com a facilidade de testá-los de   computacional conforme ilustrado na Figura 1.
            modo seguro e com custos reduzidos através da técnica   Entretanto, deve-se considerar que as restrições
            de HIL, pode aumentar a criação de novas tecnologias   da operação em tempo real de uma simulação podem
            e facilitar seu teste e validação.                impor limitações ao nível de detalhe de um modelo.
                No entanto, embora a abordagem ofereça muitos   Além disso, geralmente, as plataformas de simulação
            benefícios atraentes, ela não deixa de ter limitações e   em tempo real empregam  soluções  que possuem  in-



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