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Segundo [T14], o uso de HIL para o desenvol- estudo sobre a implementação de uma simulação de
vimento de Redes CAN apresentou com vantagens a propulsor elétrico para navios. Assim como em [T21],
possibilidade de incorporações de novos subsistemas o trabalho mostra que é possível realizar diversos tes-
mais complexos ao projeto, além de apresentar risco tes e diferentes situações sem a necessidade de realizar
nulo para os equipamentos envolvidos na simulação. a construção de protótipos reais.
O autor cita ainda que o método de HIL acelerou as Finalmente, em [T23], o autor realiza uma simu-
etapas do projeto. lação de uma planta de propulsão CODLAG. No tra-
Ainda na área da computação, [T15] utilizou a balho, o uso de HIL se torna viável por possibilitar que
técnica HIL para realizar uma simulação com confi- sejam realizados testes em vários componentes e em
guração mestre escravo. No trabalho a principal van- diversas condições sem causar risco de danos materiais
tagem foi a redução considerável dos custos. Como e pessoais.
desvantagens, o autor cita a atenção que o projetista
deve ter em relação ao tempo de atraso das simulações Análise dos resultados
em tempo real.
O trabalho [T16] utilizou a técnica HIL para o Com base nos trabalhos analisados, as principais
desenvolvimento de um software embarcado. Em sua vantagens discutidas foram: custo de projeto reduzi-
conclusão, o autor cita as seguintes vantagens: realiza- do, diminuição de tempo de desenvolvimento e testes,
ção de testes antes dos testes em campos, tempo total diminuição de riscos à segurança, desenvolvimento
de desenvolvimento reduzido e diminuição de riscos. simultâneo de componentes do sistema, detecção de
falhas e defeitos antes da conclusão do projeto, possi-
Em [T17], é analisada a substituição de servos bilidade de testes em diferentes condições e não neces-
posicionadores hidráulicos por modelos simulados em sidade de construção de protótipos físicos.
tempo real. De acordo com esse trabalho, o uso de HIL
é apontada como um método promissor para redução A única dificuldade, quando relatada pelos auto-
de custos de desenvolvimento em plantas industriais. res, inerentes a simulação HIL foi a questão do pro-
cessamento computacional requerido para simulações
Para [T18], a técnica de HIL serviu para acelerar realizadas em tempo real, isto é, o atraso de respostas
os processos de testes no desenvolvimento de um ele- do sistema quando simulado. Apesar disso, todos os
vador, em que vários componentes são simulados em trabalhos contornaram esse problema realizando téc-
tempo real a fim de verificar e validar o funcionamento nicas de programação adequadas além da troca dos
dos mesmos.
componentes computacionais a fim de garantir um me-
A pesquisa [T19] propõe a utilização de HIL para lhor poder de processamento.
controle de tráfego. Citam como vantagem a possibili- As Tabelas 1 e 2 mostram, respectivamente, em
dade de executar vários testes simulados em laborató- quais trabalhos foi possível identificar cada uma das
rio antes de pôr em prática, evitando o desconforto de vantagens e limitações.
motoristas e pedestres com relação a congestionamen-
tos e atrasos. Com base nos dados das Tabelas acima, foi cons-
truído o Gráfico 1. Nele é representado quantos tra-
De acordo com [T20], o uso da técnica HIL para balhos citaram cada uma das vantagens das tabelas
o desenvolvimento de uma estrutura simulada para de- acima.
sign de controle, se provou uma aplicação de baixo
custo e com uma grande versalidade para realizar tes- Pode-se perceber que todos os trabalhos selecio-
tes em diferentes sistemas sem a necessidade de cons- nados utilizam como justificativa de utilização da téc-
trução de alguns componentes físicos. nica de HIL o fato de não precisarem construir um
protótipo real para testes (V7). Em geral, o alto custo
O trabalho [T21] faz um estudo sobre a aplica- para executar testes em sistemas complexos, como as
ção de HIL para sistemas navais. O autor cita a pos- aeronaves, podem justificar um investimento substan-
sibilidade de testes de vários novos subsistemas sem a cial em HIL e, ainda, testes de campo também podem
necessidade de realizar diversos testes no mar, além da ser reduzidos ao utilizar HIL como um complemento.
redução de riscos e falhas nos estágios finais de desen-
volvimento do projeto. Como consequência de (V7), a redução de cus-
tos (V1) é a segunda vantagem mais comentada nos
Ainda no meio naval, [T22] também realiza um
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