Existe prevenção para o câncer de mama?

abra o ouvido e incentive o autoexame.

Segundo o Instituo Nacional do Câncer (INCA), a prevenção do câncer de mama não é totalmente possível por conta dos múltiplos fatores relacionados ao surgimento da doença e devido ao fato de vários deles não serem modificáveis. De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis.

Mas quais são os principais fatores de risco?

Ambientais e comportamentais:

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo (não fazer exercícios físicos);
  • Consumo de bebida alcoólica; e
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

História reprodutiva e hormonal:

  • Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;
  • Não ter tido filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não ter amamentado;
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona); e
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Fatores genéticos e hereditários (considerados fatores de risco elevados):

  • História familiar de câncer de ovário;
  • Vários casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
  • História familiar de câncer de mama em homens; e
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

A associação destes fatores eleva o risco de que se desenvolva o câncer. No entanto, isto não significa que a mulher terá necessariamente a doença.

Quais são os fatores protetores?

O INCA cita uma estimativa de até 28% na redução do risco de desenvolver câncer de mama por meio da alimentação saudável e atividade física. Controlar o peso corporal, evitar a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas são algumas recomendações básicas. A amamentação também é considerada um importante fator protetor.

ATENÇÃO: os fatores protetores não invalidam os riscos, apenas reduzem a possibilidade de desenvolver a doença.

O que devo fazer?

O diagnóstico precoce continua sendo principal arma contra o câncer de mama, fundamental para ampliar o índice de cura. Esteja atenta às suas mamas, conheça-as desde que elas começam a crescer na adolescência. Faça o autoexame das mamas, pelo menos, uma vez por mês, de preferência uma semana após o período menstrual. Caso perceba qualquer alteração, procure um médico o mais rápido possível, esse será o diferencial entre a vida e a morte!

Segundo recomendação do Ministério da Saúde, após os 50 anos, a mamografia rastreadora (quando não há sinais nem sintomas) - exame importantíssimo para a detecção precoce do câncer de mama - deve passar a ser realizada a cada dois anos, bem como o acompanhamento por um mastologista.

Você conhece o GAPAM?

Para aquelas mulheres que já enfrentaram o câncer de mama ou estão passando por isso no momento, o Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD) oferece, além do tratamento médico, suporte a pacientes e familiares por meio do Grupo de Apoio aos Pacientes Mastectomizados (GAPAM). No Grupo, a troca de experiências entre pacientes, voluntários e profissionais de saúde é a ferramenta principal no auxílio ao tratamento e enfrentamento da doença.

Durante as reuniões, além do atendimento individual e em grupo, também são realizadas palestras, oficinas e atividades de socialização dentro e fora do hospital. Os encontros do GAPAM acontecem às terças-feiras, às 10h, no Salão Verde, próximo à Clínica de Ginecologia do HNMD, no térreo. Mais informações pelo telefone (21) 2599-5599 - Ramal 5471.

Ana Lúcia da S. Castilhioni
Capitão de Mar e Guerra(RM1-S)
Coordenadora do Conselho Editorial