Osteoporose: como prevenir

A osteoporose é uma doença que afeta os ossos por meio da perda progressiva da massa óssea, deixando-os porosos, fracos e sujeitos a fraturas. É uma doença crônica e, muitas vezes, não evidencia os sintomas até que aconteça uma fratura. Ela se apresenta com mais frequência com o avançar da idade e em mulheres que já entraram na menopausa. Por ter uma prevalência considerável na sociedade e por apresentar repercussões sociais e clínicas, a osteoporose é considerada um problema de saúde pública.

Prevenção – em caráter preventivo, são adotadas medidas não medicamentosas. É recomendada a ingestão de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados (iogurtes e queijos), além de verduras escuras, como couve, brócolis e espinafre. A exposição moderada ao sol (20 a 30 minutos, das 6h às 11h da manhã) é indicada para estimular a produção de vitamina D, fundamental para que o organismo absorva o cálcio dos alimentos ingeridos. Recomenda-se também a prática regular de exercícios físicos, pois ajudam na manutenção da massa óssea. A musculação supervisionada é a atividade mais indicada, mas outros exercícios, como a caminhada, também são possíveis.

Diagnóstico – médicos como ortopedista, clínico geral e geriatra são profissionais habilitados para diagnosticarem a doença. Geralmente, esses profissionais pedem um exame chamado densitometria óssea para verificar a massa óssea do paciente, mas outros exames também podem ser solicitados.

No tratamento são utilizados medicamentos e suplementos, mas as medidas não medicamentosas que citamos anteriormente permanecem recomendadas. O cálcio e a vitamina D são exemplos de medicamentos, entretanto o profissional médico poderá receitar outros para cada paciente individualmente.

Importante: a queda é um dos desfechos provocados pela osteoporose e afeta consideravelmente a vida das pessoas que têm a doença e também a de seus familiares. Dessa forma, é de extrema importância adotar medidas que a previnam. Veja algumas:

  • Manter a casa bem iluminada, principalmente os cômodos mais utilizados;
  • Evitar tapetes e panos de chão soltos, pois eles podem provocar tropeços e, consequentemente, quedas;
  • Ajustar a altura da cama para que a pessoa sentada consiga firmar os pés no chão;
  • Dar preferência aos pisos antiderrapantes, principalmente em ambientes críticos (por exemplo, banheiro);
  • Para casas com idosos, sempre adotar as barras de apoio dentro do box e no entorno do vaso sanitário;
  • Em casas com escadas, instalar corrimões e fitas antiderrapantes para cada degrau.

Referência: Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde.

Sarah Dias Silva
Primeiro-Tenente (RM2-S) - Enfermeira
Conselho Editorial do Saúde Naval