Os laços familiares e afetivos como apoio social ao tratamento do dependente químico

A convivência da família com um indivíduo usuário de substância psicoativa interfere no cotidiano, transformando as relações tranquilas em agressivas e sem harmonia.Os familiares sentem insegurança e incerteza diante da dependência química e passam a conviver com crises de desordem. Desse modo, necessitam de uma intensa e constante reorganização.

O tratamento implica em mudança de hábito e reforço de comportamentos positivos. Neste sentido, o apoio da família e demais vínculos afetivos, como amigos e até vizinhos, por exemplo, é de grande ajuda no estímulo a promover as adaptações necessárias e no reforço positivo das atitudes que podem ser mantidas.

As mudanças da rotina e dos hábitos, quando feitas em conjunto com quem se convive, se estabelecem com maior facilidade. Nesta perspectiva, estimular o fortalecimento de vínculos com o dependente químico torna-se um poderoso instrumento para resgatar e consolidar a confiança tão desgastada nas relações que eles estabelecem.

Ressalta-se que o atendimento assistencial aos familiares está acessível independente da disponibilidade do dependente químico em se tratar. Em alguns casos, o tratamento inicia-se pela abordagem à família.

O Serviço Social, como parte da equipe multidisciplinar para tratamento da dependência química, atua de forma a criar e promover ações que visam resgatar ou fortalecer os vínculos afetivos. Desta forma, é possível estabelecer mais diálogos entre as pessoas envolvidas, na tentativa de juntos encontrarem estratégias para reconstrução dos laços sociais, auxiliando na adesão ao tratamento e consequente melhora.

Conheça o tratamento de dependência química realizado no Hospital Central da Marinha.Telefone para mais informações: (21) 2104-5588


MARCIA GOMES DA SILVA
Assistente Social
Conselho Editorial do Saúde Naval