Novembro Azul: saúde do homem

Enviado em: 31/10/2020

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Assim como historicamente a mulher procura seu médico (a) ginecologista, o homem, atualmente, preocupa-se cada vez mais com a sua saúde. Nas últimas duas décadas, existe um movimento da classe médica visando estimular a população masculina a cuidar melhor da saúde. Podemos citar algumas doenças comuns aos homens frequentemente encontradas no consultório do urologista:

A Hiperplasia Prostática Benigna (próstata aumentada) é uma doença benigna caracterizada pelo aumento da próstata de forma lenta e progressiva. Estima-se que ocorra em metade dos homens com mais de 50 anos e que alguns fatores podem aumentar a sua incidência, tais como: história familiar, obesidade, síndrome metabólica e sedentarismo. Esse aumento da próstata pode causar sintomas urinários do tipo: diminuição da força do jato urinário, frequência de idas ao banheiro para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após urinar, urgência com ou sem perdas urinárias, despertar várias vezes à noite para urinar, entre outros. Caso não seja identificada e tratada precocemente, pode, em casos mais graves, evoluir com a necessidade do uso de cateter vesical (sonda). Seu tratamento passa por aconselhamentos, medicações e, em alguns casos, cirurgias endoscópicas (pelo canal do pênis) ou convencionais (aberta).

O Câncer de Próstata, no Brasil, é o primeiro câncer mais comum em homens (excetuando-se os de pele). O rastreamento populacional (ou “prevenção”) deve ser realizado anualmente em todos os homens maiores de 50 anos ou em homens com mais de 45 anos, que tiverem fatores de risco com história familiar positiva e cor negra. Trata-se de uma simples consulta com o urologista, que poderá realizar o temido e simples toque retal digital (“exame da próstata”), que costuma durar menos de 10 segundos. Além disso, como complementação, o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) colhido no sangue é recomendado anualmente, lembrando que a elevação do mesmo não está relacionada somente ao câncer de próstata, mas também a outras doenças não malignas, devendo o resultado ser avaliado pelo urologista. Nos casos confirmados de câncer de próstata, existem atualmente vários tratamentos possíveis, inclusive curativos, que podem ser indicados de acordo com cada caso particularmente, como vigilância ativa (observação controlada), cirurgia, radioterapia, hormonoterapia, quimioterapia, entre outros.

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) quando não se faz o uso de camisinha masculina ou feminina com uma pessoa que esteja infectada. Podendo ocorrer, ainda, da mãe para o bebê durante gestação, parto ou amamentação. Atualmente, tem-se observado um aumento da incidência dessas doenças nos homens idosos, com o advento das medicações orais para disfunção erétil e seu uso indiscriminado. Diante desse panorama, a única forma de prevenção existente contra essas doenças é o uso do preservativo (camisinha masculina ou feminina). Uma vez infectado, o homem ou a mulher podem apresentar sinais e sintomas, como ardência para urinar, secreção amarelada pelo pênis ou vagina, feridas e verrugas nos órgãos genitais, entre outros.

A disfunção erétil é a incapacidade do homem conseguir obter e manter uma ereção do pênis suficiente que possibilite uma atividade sexual satisfatória. Pode ser causada por hipertensão arterial, diabetes mellitus, problemas psicológicos, entre outras. É possível prevenir optando-se por hábitos de vida mais saudáveis (não fumar, evitar ingerir bebidas alcoólicas, praticar atividade física e alimentar-se de forma mais saudável), aconselhamento psicológico e psiquiátrico, e tratamento farmacológico ou, em casos mais graves, cirúrgico.

Essas são algumas das razões pelas quais os homens devem se prevenir e cuidar da sua saúde física e mental. Aproveite o mês de novembro, reservado à valorização da saúde masculina, e procure seu urologista!


CF (Md) Valmir Santos Silva
Chefe da Clínica de Urologia do Hospital Naval Marcílio Dias





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