📅 Publicado em 22 de abril de 2024

Conteúdo de qualidade e acessível pode ser determinante para se contrair ou não uma doença.
O Saúde Naval entrevistou a CT (Md) Daniella Barbosa, infectologista do HNMD, que falou sobre a Sífilis, uma doença que tem tratamento, mas pode levar à morte.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).
O diagnóstico pode ser difícil visto que a sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças.
O rastreio para a doença é feito através do exame de sangue, como o VDRL.
Manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada.
Após certo tempo, a ferida desaparece deixando cicatriz, dando à pessoa uma falsa impressão de curada.
Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo e surgem manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), além de queda de cabelos, cegueira, doença do coração e paralisias.
A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).
A sífilis adquirida pode ser transmitida de uma pessoa para a outra durante o sexo (anal, vaginal ou oral) sem preservativo ou por transfusão de sangue. Já a transmissão da sífilis congênita acontece da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto.
Se não tratada, a sífilis progride e pode comprometer várias partes do corpo levando à morte.
Nos fetos pode causar morte ou má formação, impactando a saúde da criança.
O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização de antibióticos. Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete. A gestante deve realizar controle mensal de cura.
A sífilis é uma infecção curável, com tratamento relativamente simples, mas o fato de uma pessoa ter contraído a doença uma vez, não promove imunidade.
O uso correto e regular da camisinha masculina é a medida mais importante de prevenção da sífilis, por se tratar de uma Infecção Sexualmente Transmissível.
O acompanhamento de qualidade das gestantes e seus respectivos parceiros sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.
CT (Md) Daniella Barbosa
Infectologista
Hospital Naval Marcílio Dias



