Não confunda gripe com resfriado!

Gripe ou Resfriado

O resfriado é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, porém algumas diferenças devem ser consideradas para detectar esses dois quadros infecciosos, conforme pode ser observado a seguir:

CARACTERÍSTICAS RESFRIADO GRIPE
Agente causador Rinovírus, Adenovírus, Coronavírus, Parainfluenza, entre outros Vírus da família Influenza
Febre Pouco comum nos adultos, mas frequente em crianças pequenas. Geralmente baixa. Muito comum. Geralmente, acima de 38ºC. Em crianças pequenas, pode passar dos 40ºC.
Dor de cabeça Rara Muito comum
Dor no corpo Rara. Quando presente, costuma ser leve. Comum e normalmente bastante incômoda.
Coriza nasal Muito comum Pode ter ou não
Espirros Muito comum Pode ter ou não
Dor de garganta Muito comum. Em geral, surge no primeiro dia de doença. Pode ter ou não
Fraqueza Pouco comum Muito comum e pode durar vários dias
Tosse Seca. De leve a moderada. Comum, podendo haver expectoração.
Duração Em geral, 3 a 7 dias Em geral, 2 a 5 dias. Entretanto, a tosse e a fraqueza podem durar semanas.
Início dos sintomas Piora gradual ao longo dos 2 primeiros dias. Início súbito, com pico dos sintomas em poucas horas.

fonte: http://www.diagnosticosdobrasil.com.br/blog/noticia/gripe-vs-resfriado-s...

A principal diferença entre elas é que a gripe (ou Influenza) pode acarretar complicações respiratórias graves e levar ao óbito, especialmente na população mais suscetível: idosos e crianças. Estudos estimam que a mortalidade por complicações relacionadas à Influenza é de 34 mortes para cada 10 mil infectados pelo vírus.

Medidas de proteção

Existem medidas importantes para a prevenção da gripe, como evitar ambientes fechados, aglomerados de pessoas, lavar as mãos com frequência e evitar contato direto com pessoas doentes, porém nenhuma delas é tão efetiva quanto a vacinação.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra gripe é segura e salva vidas. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% as complicações relacionadas à Influenza.

Como existem diversos sorotipos de vírus Influenza, a vacina utilizada no ano corrente é preparada com sorotipos virais mais prevalentes nos dois últimos anos. Por este motivo é que a vacinação tem que ser realizada anualmente, nos meses que antecedem o inverno, quando ocorre maior circulação do vírus e maior exposição da população com aumento do potencial de transmissão da doença.

É neste período que o Ministério da Saúde realiza, anualmente, a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, em parceria com estados e municípios, para proteger a população de maior risco. Neste ano, a campanha ocorre de 23 de abril a 1º de junho e visa a proteção contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS (A/H1N1; A/H3N2 e Influenza B).

Proteção aos idosos

Os idosos estão mais propícios a sofrer complicações pela doença e a vacinação ajuda a reduzir a possibilidade de complicações, o número de hospitalizações e até de óbitos.

Proteção para mães e bebês

É muito importante que as gestantes procurem um posto de vacinação para se proteger contra a gripe. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, a vacina tem efeito protetor tanto para a mãe quanto para a criança. Isto porque na gravidez é comum haver uma redução da imunidade, deixando a gestante mais propensa a adquirir a gripe. Ao tomar a vacina, a mãe passa os anticorpos produzidos por ela (defesa) para o feto, protegendo-o também.

Demais beneficiados

Além das pessoas acima de 60 anos e gestantes, a vacina está disponível para crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores da área de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar.

Caso esteja preocupado com o que possa acontecer ao tomar a vacina contra gripe, saiba que os efeitos colaterais são leves e tendem a desaparecer em 24 a 48 horas após a vacinação. Geralmente, podem ocorrer dores musculares, mal estar geral, dor de cabeça, febre baixa após 6 horas da imunização com regressão dos sintomas, no máximo, em dois dias. No local da aplicação, há possibilidade de dor, vermelhidão, endurecimento e coceira.

Atenção! Em caso de doença aguda com febre alta, a vacinação é contraindicada, ou seja, espere o restabelecimento para, então, se prevenir.

Tome a vacina contra a gripe e tenha muito mais saúde!

Raphael Cordeiro da Cruz
Capitão de Corveta (Md)
Assistente da Clínica de Geriatria
Hospital Naval Marcílio Dias


Ana Lúcia da S. Castilhioni
Capitão de Mar e Guerra (RM1-S)
Conselho Editorial do Programa Saúde Naval