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O primeiro passo é preencher um cadastro. O segundo é decidir se preenche uma vida.

  • Publicado em 08/12/2021 - 14:00
  • Atualizado em 26/11/2025 - 13:00
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É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, popularmente conhecido como “tutano”. Didaticamente, podemos dizer que é a “Fábrica do Sangue” pois, produz todos os seus componentes: os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas.


Não. A medula espinhal é formada por tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.


O transplante de medula óssea é também chamado de transplante de células-tronco hematopoéticas e consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células progenitoras normais, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. É o tratamento com maior potencial curativo, sendo sempre combinado com quimioterapia ou radioterapia.


Pacientes com doenças do sangue, como a anemia aplástica grave, outras anemias adquiridas ou congênitas e na maioria dos tipos de leucemias, como a mieloide aguda, mieloide crônica e a linfoide aguda, têm indicação de receber o transplante. Além desses, pacientes com diagnóstico de mieloma múltiplo, linfomas e doenças autoimunes também podem receber esse tratamento.


Existem dois tipos de transplante:

  • O transplante alogênico é aquele no qual as células precursoras da medula provêm de outro indivíduo (doador), de acordo com o nível de compatibilidade do material sanguíneo. A primeira opção é sempre pela medula de um irmão. Se o indivíduo não tem irmão ou este não é compatível, também se verifica a compatibilidade com a mãe e o pai. Se não há um doador aparentado com boa compatibilidade, procura-se um não aparentado compatível. Este tipo de transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue de um cordão umbilical.
  • Já o transplante autólogo é aquele no qual as células precursoras da medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). As células da medula ou do sangue periférico do próprio paciente são coletadas e congeladas para uso posterior.


Sim. No Hospital Naval Marcílio Dias existe a Unidade de Transplante de Medula Óssea (UTMO) em que são realizados os transplantes de medula óssea do tipo autólogo. Os pacientes que necessitam de transplante alogênico são inseridos no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME), caso não possuam doador aparentado, e encaminhados para um Centro Transplantador de referência, que realize esse tipo de transplante.


O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. Mas, infelizmente, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras. Em 75% dos casos, os pacientes necessitam localizar um doador a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis. Assim, ser um doador não-aparentado de medula óssea pode mudar o destino e salvar a vida de alguém.


Para se tornar um doador é necessário:

  • Ter entre 18 e 35 anos de idade;
  • Estar em bom estado geral de saúde;
  • Não ter doença infecciosa ou incapacitante (HIV/AIDS, Hepatites B e C, por exemplo);
  • Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico;
  • Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.


Mariana Rietmann
Primeiro-Tenente (Md)
Escola de Saúde da Marinha

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