Você já ouviu falar de FODMAP?

Enviado em: 14/10/2021

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FODMAP é um acrônimo (abreviação) para um conjunto de alimentos ricos em carboidratos fermentáveis que podem prejudicar a digestão de quem tem problemas no trato gastrointestinal (sistema digestivo): Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols ou “oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”.

Os alimentos fermentáveis referidos são os carboidratos não digeridos pelo trato digestivo humano. Os oligossacarídeos são os Fruto-oligossacarídeos e os Galacto-oligossacarídeos.

Dentre os dissacarídeos se incluem:

  • a lactose (açúcar presente no leite e derivados),
  • a sacarose (chamada popularmente de açúcar de mesa) e
  • a maltose (principal componente do malte)

Já nos monossacarídeos, temos:

  • a frutose (tipo de açúcar naturalmente presente nas frutas) e
  • a galactose (tipo de açúcar presente no leite, por exemplo)

O grupo dos polióis é representado principalmente pelo sorbitol, xilitol e manitol, que são outros tipos de açúcar e adoçantes.

Os alimentos fermentáveis podem desencadear diarreia ou sintomas como distensão abdominal, flatulência e cólica abdominal. Estas queixas são predominantes nos pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII) e na Doença de Crohn.

A dieta de baixo FODMAP é prescrita temporariamente, até que os alimentos gatilhos sejam identificados, ou seja, a restrição de carboidratos FODMAP na alimentação deve ser vista como uma estratégia. Isso significa que não é recomendado que seja seguida como um estilo de vida ou uma orientação alimentar permanente.

Assim, deve ser uma alternativa para reduzir sintomas a curto prazo, visto que pode apresentar problemas se for mantida por muito tempo, sem a devida necessidade e acompanhamento profissional.

Exemplos de alimentos ricos em FODMAP:

  • Maçã, melancia, pêssego, cereja e abacate
  • Alcachofra, quiabo, alho, cebola, repolho, aspargo, feijão e ervilha
  • Iogurte, leite e queijos frescos
  • Amêndoa, avelã e pistache
  • Adoçantes artificiais
  • Xarope de milho e mel
  • Centeio, cuscuz, farinhas, cevada, soja e trigo
  • Sucos de fruta, cerveja e refrigerantes

A dieta de baixo FODMAP deve ser sempre acompanhada por profissional qualificado (médico e/ou nutricionista), pois não basta só retirar da alimentação os alimentos ricos em FODMAP. O cardápio deve ser calculado de acordo com a sua tolerância particular, por meio de uma dieta individualizada e elaborada de acordo com suas preferências alimentares.


Luciana Cruz
Capitão Tenente (RM2-S)
Serviço de Nutrição do Hospital Naval de Recife









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