Saúde Ocular: uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos

Enviado em: 09/07/2020

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O avanço das tecnologias e a facilidade de acesso a aparelhos eletrônicos aumentou o tempo de exposição da população a telas de smartphones, tablets e computadores.

Esse fenômeno pode ser prejudicial à saúde dos olhos, principalmente de adultos jovens e crianças. Na medida em que forçamos a visão para perto, por muitas horas ao dia, estimulamos os músculos intraoculares a trabalharem mais do que o normal, podendo levar à fadiga ocular.

Esse cansaço do esforço acomodativo pode ser percebido quando surgem sintomas como dificuldade em focalizar a imagem, dor de cabeça constante, embaçamento visual e desconforto em ambientes mais iluminados.

Ao ficar mais tempo no celular ou no computador, por exemplo, o olho tende a ficar mais seco e piscamos 40% menos. A diminuição de piscadas, motivadas pelo esforço feito para focalizar, também contribui para o agravamento do quadro e uma visão ressecada com alguns sinais como vermelhidão, irritação, dor e sensação de corpo estranho.

Além disso, crianças muito expostas são mais suscetíveis ao desenvolvimento e progressão de miopia. Estudos indicam que até 2050 quase metade da população mundial apresentará miopia.

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia recomenda pequenas pausas a cada hora trabalhada em frente ao computador e que, de preferência, sejam feitas utilizando a visão para longe.

Dessa forma, fica a sugestão e difícil tarefa de evitar o uso dos smartphones nos períodos de intervalo no trabalho. Além disso, podemos lançar mão de colírios lubrificantes, conhecidos como lágrimas artificiais, para melhorar a sensação de ressecamento. Outras medidas possíveis seriam o ajuste do brilho na tela dos dispositivos e o uso de película antirreflexo nos usuários de óculos.

Quanto aos pequenos, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças menores de 2 anos não devem ter contato com telas. Já aquelas de 2 a 5 anos devem restringir esse tempo a um máximo de 1 hora por dia e 2 horas para aquelas entre 6 e 10 anos de idade.

Além da questão do desenvolvimento de grau, é importante também salientar que a exposição prolongada a aparelhos eletrônicos próxima ao horário de dormir pode levar à insônia e ao sono de má qualidade, prejudicando também o desenvolvimento intelectual das crianças.

Por fim, é importante lembrar que, em caso de queixas visuais contínuas, o Oftalmologista deve ser procurado para mais investigações e, se necessário, o devido tratamento.


1T (Md) Cínthia Alvarez
Oftalmologista




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