Disciplina + Controle = Qualidade de vida com o App do Saúde Naval ⚕️📱

📅 Publicado em 11 de Novembro de 2023

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É possível fazer um histórico das taxas da sua glicemia pelo app do Saúde Naval.



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO VERDADEIRA

No app do Saúde Naval, você pode cadastrar suas taxas de glicemia e acompanhá-las fazendo um verdadeiro histórico da sua saúde. Para baixar o app, basta acessar a loja do Android ou da Apple. É gratuito.

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Não há diferença entre Índice Glicêmico (IG) e Carga glicêmica (CG).



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO FALSA

Índice Glicêmico (IG) se refere à velocidade que um carboidrato é absorvido pelo organismo e se transforma em glicose no sangue. Assim, o IG é capaz de estabelecer quais alimentos sobem mais o açúcar no sangue depois de ingeridos, mas não leva em conta a quantidade de carboidrato consumido nas refeições. Já a carga glicêmica, expressa tanto a rapidez com que a glicemia se eleva (índice glicêmico), quanto a quantidade de carboidrato por porção que um alimento pode fornecer, sendo mais precisa em prever o impacto na glicemia de diferentes tipos e quantidades de alimentos.

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O efeito de um alimento na glicemia é o mesmo em todos os pacientes.



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO FALSA

Determinados alimentos podem elevar a glicemia de algumas pessoas e não elevar em outras. Há uma variabilidade individual. Quando falamos em alimentos com alto ou baixo índice glicêmico, estamos falando de uma média, que pode ser diferente da resposta individual. Em diabéticos, o ideal é monitorar esse efeito com aparelhos de monitorização de glicose.

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Quanto mais madura a banana mais rápido ela eleva a glicemia.



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO VERDADEIRA

A maturação da banana interfere no índice glicêmico. Como o amido (carboidrato complexo) da fruta vai sendo transformado em açúcar conforme ela vai amadurecendo, quanto mais madura, maior será o IG.

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Diabético pode comer pão.



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO VERDADEIRA

A versão integral é mais indicada quando comparada à refinada (ex. pão francês normal), mas nem todo pão dito integral fará bem a um diabético. Veja a lista de ingredientes e a tabela nutricional. Prefira os que 100% da farinha é integral, os que não possuem adição de açúcar e que têm mais fibra e menos sódio por porção. Outra dica é consumir esse pão com alguma proteína (ovo, atum, sardinha, frango desfiado) de recheio, pois ela irá reduzir o índice glicêmico. A quantidade a ser consumida ao longo do dia vai depender do planejamento individualizado feito pelo nutricionista.

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Produtos diet são sempre saudáveis.



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO FALSA

O fato de um alimento ser diet em açúcar, por exemplo, faz dele isento em açúcar, o que é favorável pensando em controle de glicemia. No entanto, o alimento como um todo deve ser analisado para saber se ele é saudável e deve ter seu uso estimulado. Refrigerante diet, por exemplo, pode não ter açúcar, mas é rico em corantes, aditivos, sódio que não são benéficos à saúde. Muitos chocolates diets não possuem açúcar, mas possuem mais gordura e calorias do que as versões normais, o que nem sempre é desejado, principalmente para quem quer perder peso.

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Suco de laranja tem índice glicêmico mais alto do que a laranja.



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO VERDADEIRA

O processamento da fruta aumenta seu índice glicêmico (IG). Ou seja, se você consumir uma laranja com seu bagaço, que é rico em fibras, o IG será menor do que consumir o suco extraído da laranja. Cabe ainda ressaltar que, muitas vezes, para fazer um copo de suco de laranja são usadas aproximadamente 3 laranjas, o que aumenta a quantidade de açúcar (frutose) consumido, mesmo que esse suco não seja adoçado com sacarose (açúcar de cozinha).

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Vegetais cozidos têm índice glicêmico mais alto do que vegetais crus.



ESSA É UMA AFIRMAÇÃO VERDADEIRA

O cozimento é outro fator que eleva o índice glicêmico (IG). O vegetal cru ou cozido por menos tempo terá menor IG do que aquele que ficou muito tempo em cocção.

Hora de conferir Refazer o quiz
Contribuição técnica:
CC (S) Jamile
Nutricionista

Agora que você passou por aqui e já sabe mais sobre alimentação, confira a entrevista com a 1T (Md) Sophia, endocrinologista do Hospital Naval de Ladário.

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1. Como identificar o diabetes? O que faz desenvolver a doença?

A identificação do diabetes é feita pelo exame de sangue. Muitos casos podem ser assintomáticos, mas devemos estar atentos aos principais sintomas que chamam atenção pra suspeita de diabetes que são fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia. No diabetes tipo 1 também temos a presença de perda de peso, mudança de humor, fraqueza, náuseas e vômitos. Já no diabetes tipo 2 temos formigamento nas mãos e pés; infecções frequentes do trato urinário; infecções de pele; feridas que demoram para cicatrizar e visão embaçada.

O diabetes é uma doença multifatorial, envolvendo fatores genéticos e hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo e má alimentação. Existem outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do diabetes como, por exemplo, o excesso de peso, alguns medicamentos, outras doenças endócrinas, doenças pancreáticas, colesterol alto, hipertensão arterial, diagnóstico de pré-diabetes, familiares próximos com diabetes e mulheres que tiveram diabetes gestacional ou bebê com mais de 4Kg.

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2. O que é pré-diabetes?

O pré-diabetes é quando a taxa de glicose no sangue está mais alta que o normal, mas ainda não chegou a atingir os valores para diabetes. Serve como alerta para que medidas sejam tomadas para prevenir a evolução da doença e o aparecimento de complicações futuras.

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3. Existem alimentos “vilões” e outros “bonzinhos” no controle do diabetes?

Sim. Os alimentos ricos em açúcar; processados; carboidratos simples ou refinados de rápida absorção (como pães e massas); ricos em gordura saturada e bebidas açucaradas pioram o controle do diabetes. Pacientes diabéticos devem priorizar carboidratos de baixo índice glicêmico, alimentos in natura como frutas, legumes, verduras e alimentos ricos em fibra e os grãos integrais, pois contribuem para dieta balanceada e melhor controle da glicose.

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4. Como tratar a doença e quais os riscos caso não haja cuidado?

O tratamento do diabetes envolve medidas de mudança de estilo de vida que inclui a dieta balanceada e a prática de atividade física, associadas ao tratamento medicamentoso que pode ser por via oral ou injetável (por exemplo, insulinas).

Dentre os riscos do mau controle do diabetes pode-se citar:

  • Doenças cardiovasculares, como AVC, infarto do miocárdio e doença coronariana.
  • Nefropatia diabética, comprometendo o funcionamento dos rins.
  • Neuropatia diabética, causando danos no sistema nervoso periférico.
  • Pé diabético, que pode causar amputação dos pés.
  • Retinopatia diabética, que leva à alteração da visão.
  • Problemas sexuais, como a disfunção erétil.
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5. É verdade que a cicatrização é mais lenta em pessoas com diabetes?

Sim. A dificuldade da cicatrização é devido aos níveis elevados de glicose no sangue e/ou circulação sanguínea comprometida.

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6. O diabetes tem sido apontado como um vilão para outras doenças que impactam na qualidade de vida longínqua. É possível ter qualidade de vida e um papel ativo no tratamento? A doença tem cura?

Sim. O diabetes bem controlado é alcançado com a participação ativa do paciente e acompanhamento médico regular, permitindo melhor qualidade de vida. O diabetes é uma doença crônica e ainda não tem cura. Em algumas situações pode ocorrer a remissão que é quando o paciente diabético alcançou um controle da doença. Muitos estudos estão por vir e quem sabe a cura.

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