Dia Mundial da Atividade Física

No dia 06 de abril é celebrado o Dia Mundial da Atividade Física. A data ressalta a importância da realização de atividades físicas cotidianamente, sejam elas a prática regular de exercícios físicos ou mesmo as simples atividades do nosso dia a dia.

As principais diretrizes recomendam acumular, ao longo do dia, pelo menos 30 minutos de atividades físicas, dentre elas, subir lances de escadas, caminhar alguns quarteirões e realizar atividades domésticas. Pode parecer pouco, mas ações como essas podem reduzir os principais fatores de riscos para as doenças crônicas, além de permitir a interação do indivíduo com o meio social, familiar e nosso meio ambiente.

Entretanto, é preciso mais. É necessário, conjuntamente, focar na mudança dos hábitos de vida, como adotar uma alimentação mais equilibrada, não fumar, moderar o consumo de álcool e evitar o excesso de sal.

Muitas são as justificativas para o sedentarismo: a falta de tempo para praticar exercícios; o cansaço físico e mental motivado pelo trabalho ou pelo estudo; filhos; limitações ortopédicas. No entanto, basta olhar ao redor para observar que nos momentos de lazer, a preferência é pelas facilidades da tecnologia em vez do movimento.

Essa escolha nos leva, cada dia mais, à inércia física e ao aumento de fatores de risco para doenças cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global no mundo, favorecendo o surgimento e o agravamento de uma série de doenças, como as do coração, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e câncer.

Mantenha-se ativo, pratique atividades físicas. Sua saúde também depende do seu movimento.

Antonio Gil Castinheiras Neto
Primeiro-Tenente (RM2-T)
Assistente de Clínica de Cardiologia
Hospital Central da Marinha






Inatividade física como fator de risco
A inatividade física está associada à ocorrência de uma série de distúrbios orgânicos, o que comumente têm-se denominado doenças hipocinéticas.
Muitos fatores de risco para a cardiopatia coronariana foram identificados até hoje. Entre as características modificáveis amplamente aceitas para o aumento do risco dessa doença, estão o tabagismo, a hipertensão, a dislipidemia, o diabetes, a obesidade e a inatividade física.
A ideia de que a atividade física é benéfica para a saúde não é nova. Na China antiga, por volta de 2500 a.C., talvez tenha os primeiros registros de exercício organizado para promoção da saúde por Hua T`o. Hipócrates, Platão e Galeno, médicos da Grécia Antiga, também acreditavam que a atividade era importante para manter o bem-estar e útil no tratamento de doenças e incapacidades.
O Professor de Educação Física está qualificado e legalmente habilitado para intervir no seu campo profissional, prevenindo doenças, promovendo a saúde e contribuindo para a qualidade de vida.
Baseado em análises e avaliações diagnósticas do quadro físico de uma pessoa, na identificação de algum fator de risco limitante da prática de exercícios físicos, bem como na prescrição dos exercícios mais indicados para alcançar o objetivo do praticante, esse profissional está apto a apontar as condições ideais e específicas para a prática de um programa de exercício.
Todo exercício deve ser supervisionado por um professor de educação física capacitado para avaliar, prescrever e controlar a atividade física e sempre respeitando a individualidade biológica, objetivos e limitações do praticante, sem que os mesmos corram riscos.
Felipe S. dos Santos
Suboficial (MA)
Supervisor e Instrutor da Escola de Cursos de Formação
Centro de Instrução Almirante Alexandrino