Enviado em: 12/08/2019

Juventude é o período de vida considerado como o mais intenso e transformador, voltado à experimentação e ao amadurecimento e que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compreende a faixa etária de 15 a 24 anos.
Múltiplas mudanças integram o processo de socialização do jovem, incluindo, entre outras, o exercício da sexualidade e a exposição/consumo de álcool e outras substâncias psicoativas (SPA).
Durante o exercício da sexualidade, no que tange às infecções sexualmente transmissíveis (IST), os jovens se expõem pelos seguintes fatores:
- A mudança frequente de parceiros;
- A não utilização de preservativo;
- O desconhecimento do risco de contrair doenças; e
- A ilusão comum de “comigo não vai acontecer”.
Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), apesar das frequentes campanhas e dos alertas dos médicos, pouco mais da metade dos jovens entre 15 e 24 anos usa preservativo na relação com parceiros eventuais. Os outros assumem o risco de serem infectados pelos vírus que provocam a AIDS, condilomas, sífilis, hepatites virais, herpes genital, entre outras enfermidades.
Quanto à AIDS, o índice de contágio dobrou entre jovens de 15 a 19 anos, passando de 2,8 casos por 100 mil habitantes para 5,8 na última década. Na população entre 20 e 24 anos, chegou a 21,8 casos por 100 mil habitantes.
Estudo realizado pelo Departamento Nacional de IST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostra que apenas 30,7% dos jovens de 15 a 24 anos entrevistados utilizaram preservativos em todas as relações sexuais com parceiros fixos, e apenas 49,6% do segmento usou camisinha em todas as relações sexuais com parceiros casuais, no último ano relativo ao estudo.
Entre jovens do sexo feminino, a atividade sexual desprotegida pode causar impacto também sobre a vida reprodutiva, pelas consequências relacionadas à contaminação, assim como problemas advindos da transmissão vertical (mãe-bebê).
Verifica-se, então, que o jovem, de uma maneira geral, tem alta vulnerabilidade às infecções sexualmente transmissíveis e baixa percepção do risco de contraí-las.
Apesar dessas estatísticas, o jovem deve se informar e se proteger sempre, garantindo uma maior probabilidade de se tornar um adulto saudável.
Capitão de Corveta (CD)
Conselho Editorial
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