Tudo vai melhorar, apenas pense positivo. Será?

Enviado em: 21/08/2019

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Você tem um amigo que sempre foi o mais animado da turma que de uns tempos para cá encontra-se extremamente recluso e recusa todos os convites para sair? O seu filho adolescente prefere dormir a estar com os amigos ou fazer atividades comuns para pessoas da idade dele? O seu companheiro anda cada dia mais distante, triste e desesperançoso com a vida?

Todas essas situações podem ser apenas momentâneas, uma fase da vida, que logo irá passar, mas, também podem ser um alerta para que você fique atento como quem está ao seu lado. O que para muitos parece ser fraqueza, preguiça, pessimismo ou até frescura, na verdade, pode ser depressão, uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

DO-EN-ÇA! E como qualquer outra, a depressão precisa de tratamento sério e continuado, mas, em muitos casos, a própria pessoa não se dá conta do que está acontecendo. Da mesma forma, familiares e amigos caem no erro comum das cobranças por ânimo, força e otimismo, quando na verdade, a pessoa precisa de acompanhamento médico especializado. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico, mas, nos casos mais graves, em que a doença interfere na vida em família, profissional e em sociedade, os antidepressivos são indicados com a finalidade de tirar a pessoa da crise. E assim como uma diabetes ou hipertensão, o tratamento medicamentoso deve seguir as orientações médicas à risca, sem interrupções ou alteração de dosagem.

Quando a avaliação médica julga necessário, o uso de antidepressivos deve ser encarado como qualquer outro medicamento: para ajudar na estabilização ou cura da doença. Muitas vezes, é por meio deles, da psicoterapia e do apoio da família que compreende a gravidade do quadro, que o ânimo, a força de vontade e o otimismo reaparecem na vida da pessoa com depressão.

Comitê de Comunicação Saúde Naval
Referência: drauziovarella.uol.com.br