Saúde ocular: de olho na tela

Estamos todos conectados e, cada vez mais, expostos a telas. Diante disso, como ficam nossos olhos? Adaptaram-se à era digital?

Trabalhamos e estudamos cada vez mais em frente a computadores e tablets, e mesmo na hora de descontração, não largamos o telefone celular ou a televisão. Porém, estudos recentes mostram que a estrutura dos nossos olhos sofre com esse esforço excessivo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a exposição a telas maior que três horas gera sintomas como cansaço, sensação de corpo estranho, ardência, dor, irritação, vermelhidão, ressecamento e turvação visual.

Caso essa exposição mantenha-se como hábito, os sintomas podem evoluir, já que o uso prolongado de monitores provoca diminuição no poder de acomodação e na capacidade de convergência (focar a visão para perto), assim como leve indução de miopia transitória pelo esforço.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que, em 2010, 27% da população mundial era míope e projeta para 2050 uma taxa de 52%, sendo que o grau desses míopes também está aumentando.

Estima-se que, naturalmente, piscamos cerca de 10 a 15 vezes por minuto e que, diante do computador ou do celular, reduzimos para 4 a 5 vezes, o que diminui o filme lacrimal (camada líquida protetora dos olhos). O ressecamento do olho expõe a córnea e a conjuntiva a lesões temporárias e até definitivas.

Assim como nos adaptamos ao mundo diante das telas, devemos também criar hábitos que nos protejam de possíveis complicações oculares, como não exceder 4 horas de exposição, tirar intervalos a cada 30 minutos e focar em objetos longe por mais de 10 segundos.

A melhor forma de prevenir e detectar precocemente qualquer problema é visitando anualmente o oftalmologista. No caso dos pequenos, fique atento às reclamações de dor de cabeça, vista embaçada e olhos vermelhos.


Kenio Almeida Magalhães
Primeiro-Tenente (RM2-Md)
Conselho Editorial Saúde Naval