Você já ouviu falar em corpo emocional?

Reparem: falamos de nosso corpo como se ele fosse um objeto distante ou separado de nós. Dizemos "meu estômago" ou "meus rins" do mesmo modo que "meu celular" ou "meus sapatos"!

É como se fôssemos, de um lado, uma Cabeça-sem-Corpo e, de outro, um Corpo-sem-Cabeça:


Os depoimentos abaixo deixam clara essa separação entre nós e nosso corpo:

  • "Puxa, meus pulmões vão mal, mas eu não decido parar de fumar..."
  • "Tenho dificuldades de fazer ginástica, embora eu saiba que preciso."
  • "Doutor, me dê aí um remédio, mas nem tente mudar meus hábitos porque eu não tenho tempo!"


Não podemos esquecer, porém, de que possuímos também um corpo emocional. É nele onde sentimos nossos afetos, mágoas, desejos, anseios etc., embora tudo isso seja invisível aos exames médicos:


Experimente tirar um raio-x do amor que você sente por seu filho ou fazer uma ressonância magnética da dor que sentiu quando perdeu um ente querido. Não, nossas emoções não aparecem nos exames, e quantas vezes saímos do consultório médico com um mal-estar que, sim, existe, mas que nenhum exame viu.

Pois é através da psicologia que iremos tratar desse corpo emocional. Depois de cuidarmos de uma tristeza, talvez encontremos ânimo para praticar aquele exercício que o médico tanto nos aconselha!

Nossas emoções destrutivas podem sabotar até nossas melhores intenções de uma vida saudável, por isso às vezes será preciso cuidar primeiro de nosso corpo emocional, nossa autoestima, para aí então poder encontrar um estilo de vida onde eu, meu corpo e minhas emoções estejam ritmados e em grande sintonia.

Pense nisso!

CT (S) Haendel Motta Arantes
Psicólogo clínico do Ambulatório Naval da Penha