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Teste do Pezinho

  • Publicado em 06/06/2017 - 06:22
  • Atualizado em 06/07/2017 - 19:48
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O teste do pezinho é uma ação preventiva que facilita o reconhecimento precoce de certas doenças, diminuindo ou extinguindo o risco de sequelas associadas ao atraso no diagnóstico e tratamento das mesmas.

O teste permite identificar uma série de doenças graves (hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias, fibrose cística e hiperplasia adrenal congênita), que não apresentam sintomas ao nascimento e que se não forem tratadas desde cedo podem causar sérios danos à saúde, incluindo retardo mental grave e irreversível.

Quando o teste deve ser realizado? O momento para a coleta, preferencialmente, não deve ser inferior a 48 horas de alimentação protéica (amamentação) e nunca superior a 30 dias, sendo o ideal entre o 2º e o 7º dia de vida.

Como o teste é feito? O teste é realizado por meio de uma picada no calcanhar do bebê, onde o sangue, após ordenha manual suave e delicada, deve preencher a totalidade da área reservada no cartão do exame (papel filtro). A análise do sangue se dá em laboratórios especializados e o resultado sai em poucos dias.

Nos casos de triagem alteradas, o posto de coleta é acionado pelo laboratório central no sentido de contatar a família e a criança em questão para que sejam realizados exames complementares confirmatórios. Esse processo precisa ser célere e eficaz para que o tratamento precoce adequado possa ser instituído.

Importante: o Teste do Pezinho é apenas um teste de triagem. Um resultado alterado não se traduz em diagnóstico definitivo de qualquer uma das doenças previamente citadas, necessitando de exames confirmatórios.

José Roberto Gomes Corrêa Macedo
Capitão de Fragata (Md)
Diretor do Sanatório Naval de Nova Friburgo







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