
Ver um bebezinho abraçado a um brinquedo é uma daquelas imagens que deixam o dia de qualquer pessoa mais feliz. Na UTI neonatal do Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), uma cena diferente tem roubado a atenção: bebês abraçados a polvos feitos de crochê. Os tentáculos do bichinho remetem ao cordão umbilical e passam ao recém-nascido uma sensação de segurança semelhante ao útero, deixando os bebês prematuros mais confortáveis.
O uso dos polvos começou na Dinamarca, em 2013, com o Octo Project e já se espalhou por diversos países. No Brasil, como os benefícios ainda não foram comprovados cientificamente, o Ministério da Saúde não recomenda o recurso como tratamento e reconhece apenas o objetivo lúdico do brinquedo. Por outro lado, profissionais de saúde relatam que há uma melhora nos sinais vitais do bebê. Os batimentos cardíacos ficam mais regulares, a respiração melhora e há ganho de peso mais rápido. Além disso, o polvo evita que os bebês puxem sondas e tubos instalados na incubadora.
Polêmicas à parte, o brinquedo é uma maneira de confortar os pais que não puderam levar seus filhos para casa logo após o nascimento. É uma forma de abraçar e acolher os recém-nascidos em um momento de fragilidade, que acaba mexendo emocionalmente com toda a família.
Cuidados para a confecção e uso dos polvinhos:
- Utilizar linha de alto padrão, 100% algodão, para a confecção de todo o brinquedo;
- O preenchimento deve ser feito com fibra siliconada;
- Os tentáculos devem ter o ponto bem fechado, para evitar que os dedinhos do bebê fiquem presos, e não devem ultrapassar 22 cm quando esticados, para não oferecer risco aos pequenos; e
- O polvo deve ser esterilizado em autoclave ou lavado em casa antes do uso e deve estar sempre limpo.
Fontes:
- Ministério da Saúde
- Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros

