Drogas lícitas e ilícitas

Drogas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define droga como sendo toda substância, natural ou sintética, capaz de produzir em doses variáveis os fenômenos de dependência psicológica ou dependência orgânica, sendo considerado um problema de saúde.

De modo geral, podem-se dividir as drogas em substâncias ilícitas e lícitas. As drogas ilícitas são substâncias psicoativas ou psicotrópicas cuja produção e comercialização constituem crime, como a maconha, inalantes/solventes, cocaína, crack, dentre outras. As drogas lícitas são substâncias psicoativas ou psicotrópicas cuja produção, comercialização e consumo não constituem crime, destacando-se o álcool e o tabaco.

Nas sociedades modernas, o consumo de drogas é definido como sendo de uso, de abuso ou dependência. Ao classificar o consumo como de uso, significa dizer que o usuário consome de forma administrável qualquer quantidade de droga. No caso do abuso, entende-se que ocorre um padrão no consumo, o qual aumenta as possibilidades de consequências que prejudicam o usuário de drogas. O abuso compreende não somente danos físicos e mentais, mas também sociais. Já a dependência, é tida como uma enfermidade crônica que provoca alterações fisiológicas, psicológicas e sociais e que se caracteriza por uma tendência compulsiva para o consumo de drogas.

Uma das maiores pesquisas globais sobre o assunto, realizada pela Global Drug Survey 2017, contou com 50 países, incluindo o Brasil com 3 mil participantes em um total de quase 120 mil usuários, trazendo dados estatísticos das 10 drogas mais consumidas em 2016: álcool (94,1%); maconha (60%); tabaco (47,6%); energéticos a base de cafeína (42,8%); cocaína (19,1%); MDMA-Ecstasy (19%); anfetaminas (12,2%), LSD (11,4%), cogumelos alucinógenos (10,4%) e opióides com prescrição (8,9%).

Diversas são as razões que levam uma pessoa a consumir drogas e para cada usuário há um grau de comprometimento social, ocupacional, familiar e clínico. Perceber o dano causado a si próprio e buscar ajuda o quanto antes, contando com suporte familiar e de especialistas, é de suma importância para o êxito no tratamento.

Paulo Thiago Bandeira de Mello Buys Gonçalves
Capitão-Tenente (Md)
Ajudante da divisão de Psiquiatria
Unidade Integrada de Saúde Mental