Automedicação

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Quem nunca teve um vizinho, amigo ou parente que tenha sugerido um “santo remédio”? Basta uma queixa de dor ou desconforto e logo surgem dicas e receitas do tipo “funcionou muito bem pra mim” ou “toma que é ótimo”. Até mesmo nos balcões das farmácias em uma rápida conversa com o balconista pode ser suficiente para você sair do estabelecimento com um verdadeiro arsenal de medicamentos para os mais diversos sintomas e doenças. Cuidado! A automedicação pode trazer consequências graves à saúde, como reações alérgicas, intoxicação, dependência e até a morte. Inclusive repetir uma receita anterior sem o conhecimento médico, pode ser muito perigoso. Anualmente, diversos casos de internações são causados por automedicação no Brasil.

O uso indevido do medicamento pode mascarar diagnósticos na fase inicial da doença. Com isso, uma melhora no quadro de dor pela automedicação com analgésicos, por exemplo, pode retardar o início do tratamento adequado de doenças, podendo até levar ao agravamento do quadro.

Outro exemplo importante é o uso abusivo de antibióticos sem a devida prescrição. Nestes casos, além do uso frequentemente ser ineficaz, pode facilitar o retorno da infecção com maior resistência. A possibilidade de interação medicamentosa também é uma preocupação: o uso de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro.

Nos grandes centros urbanos é comum encontrar farmácias e drogarias que disponibilizam medicamentos de venda livre, ou seja, aqueles que não necessitam de receita médica para sua comercialização. Resista a esse apelo comercial, pois mesmo os mais comuns dos antiácidos podem causar reações adversas.

Tire todas as dúvidas com o seu médico e lembre-se: você conta com a orientação do farmacêutico no SeDiMe!

Paula Meirelles dos Reis Barbosa Lima
Capitão de Fragata (S)
Encarregada da Divisão de SisDiMe
Diretoria de Saúde da Marinha