Assistência Social é amor

Falha assistente social

Às vezes, a vida nos surpreende com situações indesejadas e todos estão sujeitos a isso. O Assistente Social é aquele que possui um olhar treinado para apoiar e indicar a melhor saída nesses momentos e o dia 15 de maio é a data dedicada a este profissional.

Há mais de 30 anos trabalhando no Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), a servidora civil Jane Mara da Silva decidiu ser Assistente Social porque tinha um sonho: ajudar pessoas.

Mesmo com estabilidade e um bom salário como secretária da alta direção da Petrobras, Jane buscava atuar como Assistente Social e seu foco era a área de saúde. A aprovação no concurso da Marinha e a convocação para trabalhar no HNMD tornaram o sonho realidade.

Fale um pouco sobre a sua trajetória na Marinha.

Quando eu entrei, fiquei no serviço social do hospital, mas tempos depois engravidei e, ao retornar da licença, fui convidada pelo Diretor para trabalhar junto ao gabinete, cargo que não existia até então, e onde estou há 26 anos. Aqui eu sou uma “bombeira” e “apago incêndios”, mas amo o que faço. Gosto de falar com pacientes, visitar os andares, a Emergência… Enfim, eu não paro. Mas o serviço social é isso: doar, ajudar, ver sorrisos.

O que mudou em relação ao período que entrou no hospital e agora?

Acredito que hoje as demandas são maiores e nós temos mesmo que trabalhar em equipe para que as coisas continuem andando. É cansativo, mas é muito gostoso trabalhar. Eu, por exemplo, já posso me aposentar, mas não consigo!

As demandas sociais mudaram?

Vejo uma diferença em relação às famílias. Antigamente, as pessoas pareciam mais próximas, parecia ter mais união. Hoje, eu vejo muitos conflitos nesse sentido, como a mãe que não fala com o filho e irmãos brigando, mas também entendo que, atualmente, as pessoas são mais ocupadas, todos precisam trabalhar, por exemplo. Vejo casos de pessoas que estão acompanhando um paciente, mas não podem ficar pois precisam trabalhar e, ao mesmo tempo, não podem pagar um acompanhante ou, ainda, aquelas que estão no hospital, mas o filho está sozinho em casa. Antes,sempre tinha alguém para dar apoio, cuidar. Agora, o cenário é outro.

O que é mais difícil na sua profissão?

Procuro não enxergar o problema e sim a solução. Estou sempre em busca da solução. Busco ajuda, falo com meus contatos, não tenho vergonha de pedir socorro para resolver uma situação que precisa ser resolvida.

E qual é a melhor parte?

Quando o problema é resolvido! Quando você vê a pessoa feliz e vê que seu trabalho realmente ajudou.

Fale um pouco sobre você.

Sou casada e tenho duas filhas. Uma é biomédica e a outra estuda medicina veterinária. Elas são o meu grande orgulho! Nas horas vagas, eu gosto de ficar em família, de sair com as minhas filhas, costurar, confraternizar com os amigos e ajudar meus vizinhos! E se precisar correr para o HNMD para alguma emergência, eu vou (risos). Amo aquele hospital e todos em casa entendem esse amor pelo trabalho e são muito compreensivos.

Como se vê daqui a 10 anos?

Trabalhando!

Um recado para futuros Assistentes Sociais.

Se você gosta de ajudar o próximo, está no caminho certo, mas lembre-se que existem situações “cabeludas” e que ouvimos problemas e queixas o dia todo. Tem que saber conduzir, ouvir os lados e indicar o melhor caminho.

Resuma a sua profissão em uma palavra.

Amor.