Asma: como controlar e tratar?

Enviado em: 19/06/2020

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O novo coronavírus tem gerado preocupação e dúvida nos pacientes portadores de Asma Brônquica. A Asma é uma doença inflamatória crônica e deve ser tratada com o uso de medicamentos regulares, como os corticoides inalatórios, isolados ou associados a broncodilatadores.

O tratamento deve ser mantido regularmente e otimizado na vigência de infecções virais, considerando que essas infecções são causas frequentes de crises e descompensações.

Sabe-se que a combinação de viroses respiratórias e asma é perigosa há muito tempo e, por isso, a vacinação profilática para influenza e H1N1 é recomendada anualmente.

Pessoas portadoras de asma brônquica não correm mais risco de contrair a Covid-19 do que o restante da população, porém podem desenvolver sintomas mais intensos, principalmente se não estiverem com sua doença controlada.

É extremamente importante que o tratamento da asma, assim como de qualquer doença crônica, não seja interrompido ou negligenciado, pois o controle adequado dos sintomas limita o risco de uma exacerbação inflamatória causado pela infecção viral.

Os portadores de asma classificados como formas graves estão incluídos no grupo de risco para complicações e devem seguir as orientações recomendadas aos portadores de doenças crônicas, tais como restringir o convívio social e, quando possível, desenvolver atividades na forma de home office.

Parentes saudáveis devem ser incumbidos de buscar receitas, evitando a necessidade do comparecimento do paciente às unidades de saúde.

O paciente asmático deve seguir todas as recomendações determinadas pelo Ministério da Saúde em caso de febre e sintomas respiratórios, além de ajustar o tratamento da asma de acordo com a orientação de seu médico assistente.

Recomendamos, em tempos de COVID-19, o uso de inaladores dosimetrados (bombinhas) para a administração de medicamentos nas crises, já que o uso de nebulizadores convencionais gera micropartículas que podem levar o vírus para o pulmão e para o ambiente. Nos casos graves com febre alta e falta de ar, o paciente deve procurar o Serviço de Emergência.


CC (Md) Samantha Eis F. Apostolides
Médica Assistente da Clínica de Pneumologia HNMD




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