DERMATITE ATÓPICA

Enviado em: 06/05/2020

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Você sabe o que é a dermatite atópica? Apesar do nome complicado, podemos defini-la de uma forma simples: é um tipo muito comum de alergia na pele. Essa alergia é considerada uma doença genética, crônica, quando ocorrem erupções na pele seca e geram coceira.

Ao contrário do que muitos pensam, essa dermatite não é contagiosa, isto é, mesmo que você toque na lesão de alguém que tenha a doença, não irá contraí-la. É mais comum que essas lesões surjam na parte de trás do joelho e nas dobras dos braços, mas isso não é uma regra.

Existem alguns fatores que podem desencadear o desenvolvimento da dermatite:

  • contato com superfícies ásperas, corantes ou fragrâncias de produtos de higiene pessoal (sabonetes e cremes);
  • alergias a ácaros, mofo ou pelos de animais;
  • exposição a produtos de limpeza;
  • ingestão de alguns alimentos;
  • estresse emocional; e
  • entre outros.

A pessoa com essa doença percebe alguns sintomas quando está iniciando o quadro inflamatório. O principal sintoma é a pele muito seca com uma coceira intensa que pode acarretar ferimentos. Além disso, também podem haver vermelhidão, alteração na cor da pele, e áreas espessas que parecem couro. É preciso muito cuidado com a consequência das intensas coceiras com a unha: a pele pode ficar lesionada, possibilitando a infecção por bactérias.

O tratamento da dermatite atópica visa o controle da doença, não a cura, já que esta doença é crônica. Pode haver um intervalo de meses ou até anos entre uma crise e outra. Os principais objetivos do tratamento são: controlar a coceira, evitar recorrências e reduzir a inflamação da pele. Hidratar a pele é a base do tratamento, pois a hidratação alivia a inflamação cutânea. Em segundo lugar, e não menos importante, deve-se fortalecer a barreira da pele, o que significa que a pessoa deverá evitar o contato com os fatores já citados que podem desencadear a crise. O médico poderá também lançar mão do uso de medicamentos como anti-histamínicos (conhecidos como antialérgicos) e corticoides.

Para finalizar, algumas dicas para quem tem a doença:

  • Evitar o uso e a proximidade do tabaco;
  • Tomar banhos mornos ou frios, pois a água quente deixa a pele mais seca; e
  • Usar sabonetes especiais antirressecamento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia



Sarah Dias Silva
Primeiro-Tenente (RM2-S)
Enfermeira – PNNSG





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