A AIDS e os idosos

O Dia Mundial da AIDS, comemorado em 1º de dezembro de cada ano, é uma oportunidade para as pessoas, em todo o mundo, se unirem na luta contra o HIV.

Apesar dos avanços nos estudos científicos para o tratamento da doença (que propiciaram a redução do número de mortes e o amplo acesso à informação sobre sua prevenção), os casos de infecção pelo vírus HIV têm apresentado acréscimo em todo o mundo.

O número de idosos com a doença aumentou em níveis alarmantes. Segundo o Ministério da Saúde, a presença do vírus HIV na população de 60 anos ou mais cresceu 80% nos últimos 12 anos, passando a ocupar o 10º lugar com maior incidência de AIDS no país.

O elevado número de idosos infectados pelo HIV deve-se a vários fatores, dentre os quais:

  • Aumento da expectativa de vida, levando ao envelhecimento da população;
  • Aumento da sobrevida de quem vive com HIV;
  • Maior acesso ao saneamento básico, aos serviços de saúde e à distribuição de medicamentos, o que faz com que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor por mais tempo;
  • Melhora no tratamento das disfunções eréteis e reposição hormonal, prolongando o tempo de vida sexual ativa para a população da terceira idade;
  • Não utilização de preservativos, com base numa percepção equivocada de promiscuidade, de que seu uso dificulta a relação sexual ou serve apenas para evitar a gravidez; e
  • Dificuldade da sociedade e, principalmente, dos idosos em discutir sobre a sexualidade nesta faixa etária.

Assim, a maior prevalência de AIDS entre os que envelhecem passa tanto pela grande sobrevida dos doentes (que foram contaminados na juventude) quanto pela maior incidência entre as faixas etárias mais avançadas.

O diagnóstico precoce da doença em idosos é fundamental, pois, pela sua condição orgânica, apresentam um risco maior de progressão e uma evolução mais rápida.

Somente a educação em saúde e a prevenção da doença poderão reverter o quadro atual progressivo de infecção por HIV nos idosos. Portanto, deixe seu preconceito de lado e se cuide!

Um relacionamento amoroso faz bem em qualquer idade. Não deixe que uma doença indesejada atrapalhe sua felicidade!

Ana Lúcia da S. Castilhioni
Capitão de Mar e Guerra (RM1-S)
Coordenadora do Conselho Editorial






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