Proteja seu filho contra o HPV

A vacina contra HPV, oferecida no Brasil, pode prevenir os cânceres do colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, refletindo diretamente na redução dos casos de HPV, e também nas mortes provocadas pelo vírus. Ela é segura e possui eficácia comprovada em proteger meninos e meninas que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus.

Até o ano passado, a vacinação era feita apenas em meninas, sendo agora ampliada a imunização para os meninos na faixa etária de 12 a 13 anos.

Existem dois tipos de vacinas disponíveis no mercado. A bivalente que é composta pelos vírus 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, e a quadrivalente, composta pelos vírus 16, 18, 6 e 11, os dois últimos causadores das verrugas genitais em 90% dos casos.

A vacina contra HPV disponível na rede pública é a quadrivalente e são necessárias duas doses com intervalo e seis meses. A Marinha já disponibiliza a vacina nas Policlínicas Navais Nossa Senhora da Gloria, de Niterói, de Campo Grande e no Ambulatório da Penha.

Saiba mais sobre a vacina:

Quais são os efeitos colaterais desta vacina?

O principal efeito colateral é a dor no local da aplicação. Pode ocorrer febre e mal estar nos primeiros dias, mas são efeitos pouco comuns. Os relatos de desmaios estão associados à ansiedade e dor, sendo bastante comuns em adolescentes que apresentam medo de agulhas diante de qualquer situação de medicamentos injetáveis ou coleta de exames.

Quem já iniciou a vida sexual não pode mais tomar a vacina?

A vacina pode e deve ser recebida por todos, mesmo aqueles que já iniciaram a vida sexual ativa. Recomenda-se a vacinação antes para uma prevenção mais eficaz, mas não existe nenhuma contraindicação para quem já é sexualmente ativo.

E quem já teve HPV, pode tomar a vacina?

Sim, a vacina pode e deve ser recebida mesmo por aqueles que já tiveram infecção pelo HPV. Ela não será útil para o tipo já adquirido, mas fará a proteção contra os demais.

Vacinar crianças não estimula o início da vida sexual precoce?

Não. Vacinar os jovens contra doenças infectocontagiosas é um dever dos pais e não tem influência na decisão de ter ou não atividade sexual. A hepatite B, por exemplo, é uma doença transmitida por via sexual cuja vacina é aplicada em todos os bebês no momento do seu nascimento, ainda na maternidade.

Se já se tiver iniciado a vacinação na rede privada, pode completá-la na rede pública?

Sim, se as doses aplicadas foram da vacina quadrivalente, o esquema vacinal poderá ser finalizado na rede pública. Para as famílias que optarem pelo esquema tradicional de 0, 2, 6 meses, também será aceito que se faça a primeira e última doses no posto de saúde e a segunda dose em clínicas particulares.

Fique atento, pois quem se lembra da vacina fica protegido!

Caroline Tavares da Anunciação
Capitão-Tenente (S)
Ajudante da Divisão de Vigilância em Saúde
Centro Médico Assistencial da Marinha




Fonte: Ministério da Saúde e Fiocruz