A Divisão de Oceanografia Física opera eficazmente, desde 1999, uma estação maregráfica localizada no porto do Forno, dotada de um marégrafo analógico, do tipo bóia-contrapeso. No período de Novembro de 2000 a Fevereiro de 2005, foi utilizado, também, um equipamento digital Digilevel e, desde Novembro de 2008, a estação passou novamente a contar com um medidor digital, baseado em sistema de ultrassom. A estação está nivelada pelo RN 2987-5 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e tem manutenção e verificação constantes, o que resulta em séries temporais com poucas lacunas e alto grau de confiabilidade. Os dados coletados pelo marégrafo analógico entre os anos de 1999 e 2008, estão digitalizados, tendo passado por diversos critérios de avaliação de consistência e qualidade. Os dados provenientes dos marégrafos digitais também estão prontos para utilização. A análise de tais dados permitiu a realização de vários trabalhos científicos e monografias. Dentre esses, pode-se destacar: a detecção dos efeitos do tsunami de Sumatra de 2004 ao litoral brasileiro, sendo esse o único registro do evento com resolução temporal de 1 min em todo o oceano Atlântico; a ocorrência de seiches de 70 cm de amplitude e cerca de 20 min de período associadas a um distúrbio de pressão barométrica ao longo da costa brasileira; a variação do nível do mar em escala decenal e a identificação de níveis extremos.

