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Notícias

A Clarkson Research Services projeta que o comércio marítimo global para o ano de 2021 ultrapassará os níveis de 2019, apesar de ressaltar que há ainda grandes incertezas.

 

O crescimento está estimado em 4,2%, com a movimentação de 12 bilhões de toneladas, 0,5% acima dos níveis de 2019.

 

O comércio marítimo global caiu 3,6% em 2020, ao atingir 11,5 bilhões de toneladas. Mas as primeiras semanas de 2021 indicam aumento no transporte marítimo em vários segmentos.

 

"O Desenvolvimento de uma nação é proporcional à sua maritimidade". Certa vez ouvi essa máxima de um Almirante da Marinha do Brasil, quando fui proferir uma palestra na Escola de Guerra Naval.

O mar brasileiro, com 8,5 mil quilômetros de costa e 4,5 milhões de quilômetros quadrados de Zona Econômica Exclusiva (ZEE), representa quase a metade de todo nosso território terrestre. Juntamente com a Amazônia "verde", essa verdadeira "Amazônia azul" constitui, certamente, uma das últimas e mais importantes fronteiras científicas por desbravar no país, além de representar um patrimônio de valor inestimável para a herança do Brasil. No presente Núcleo Temático, as ciências do mar e a sua herança para o futuro do Brasil foram abordadas em seis aspectos principais: o mar como fontes de riquezas minerais, de energia e de alimentos, o ambiente marinho em um planeta em transformação, a biodiversidade marinha e os povos do mar.

A grandiosidade da nossa floresta tropical emprestou seu nome às nossas águas oceânicas, tão ricas, tão desconhecidas e tão vulneráveis quanto as matas amazônicas.

 

O nome Amazônia Azul foi escolhido pelo comandante da Marinha, Roberto de Guimarães Carvalho, que fez um paralelo entre as riquezas existentes no nosso mar com as presentes na Amazônia.

 

São 3 milhões e meio de km² que abrigam espécies só existentes aqui, como corais, esponjas e peixes.

 

Para se ter uma ideia da dimensão desse verdadeiro tesouro, apenas o arquipélago de Abrolhos concentra a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, com cerca de 1.300 espécies registradas, entre elas o famoso coral-cérebro, só encontrado no litoral sul da Bahia.

 

A atividade portuária, por sua própria natureza, impacta o meio ambiente e a comunidade a sua volta. Os riscos podem estar relacionados à contaminação de solo, água e ar, em razão de operações como dragagem, movimentação de cargas diversas, incluindo perigosas, entre outros serviços. E na busca pelo cumprimento de convenções internacionais que traçam diretrizes sobre esses impactos e diante da centralidade do debate ambiental na agenda contemporânea, os portos vêm aprimorando a cada ano a gestão do meio ambiente nas suas atividades. Apesar disso, há aspectos que precisam ser melhorados para garantir a máxima redução de possíveis danos. Saiba mais

Diversos estudos vêm sendo desenvolvidos para analisar a conjuntura dos materiais plásticos, seus resíduos e impactos. No final do último mês fomos apresentados a um dos relatórios mais abrangentes e analiticamente robustos já produzidos sobre plásticos nos oceanos: Quebrando a Onda de Plásticos (em inglês - Breaking The Plastic Wave).

 

O estudo foi publicado no dia 23 de Julho pela The Pew Charitable Trusts e pela SYSTEMIQ, em parceria com a Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas.

 

Uma imensidão de azul, equivalente a aproximadamente metade da massa continental brasileira: assim é a Amazônia Azul, faixa oceânica sobre a qual o Brasil possui o direito de exploração. Assim como a floresta mundialmente conhecida, a versão marítima da Amazônia constitui uma excepcional fonte de riqueza econômica, além de ter importância estratégica e científica. E, assim como a irmã terrestre, a Amazônia Azul demanda preservação, pesquisa e investimento.

Cláudio Portugal de Viveiros, O Estado de S.Paulo
16 de novembro de 2020 | 03h00

 

Os interesses marítimos do Brasil são históricos, amplos e vitais. Os mares e as águas interiores, contemplando nossas bacias fluviais, foram a via de nosso descobrimento, da colonização, da consolidação do território e da independência, além de arena de defesa da soberania em diversos episódios, inclusive em duas guerras mundiais.

 

O setor portuário brasileiro, incluindo portos e terminais privados, movimentou 286,4 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2020. Isso significou um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando um acréscimo de 20,9 milhões de toneladas. Os dados são do Boletim Informativo Aquaviário da Antaq.  O levantamento traz como destaque a movimentação de granéis agrícolas (açúcar e soja), petróleo e derivados e minério de ferro. Conforme consta no boletim, a demanda chinesa aquecida, o câmbio favorável e a maior produção de combustíveis justificam o desempenho positivo desses produtos.

A estudante do 8; ano do Sigma de Águas Claras Laura Fagundes, 12 anos, venceu o 2; Concurso de Redação Amazônia Azul. A premiação é uma iniciativa da Sociedade dos Amigos da Marinha do Rio de Janeiro (Soamar-Rio) junto à Fundação Cesgranrio. Laura ganhou na categoria ensino fundamental. A menina escreveu um conto de uma garota e uma tartaruga que explicam a importância do mar. A premiação ocorreu na última quarta-feira (19), no Salão Histórico do Primeiro Distrito Naval do Rio de Janeiro.

Para 2021, o tema do Dia Marítimo Mundial será "Marítimos: no cerne do futuro da navegação". A decisão da Organização Marítima Mundial (IMO) reflete uma necessidade de aumentar a conscientização sobre o papel vital dos marítimos no comércio mundial e aumentar sua visibilidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (24), Dia Marítimo Mundial de 2020, que cujo tema é "Transporte Marítimo Sustentável para um Planeta Sustentável".

"Tramita em caráter de urgência na Câmara dos Deputados o projeto que estabelece um marco legal para cabotagem no país, como é chamado o transporte de cargas entre portos ou pontos da mesma costa de um país. Chamado informalmente de "BR do Mar", o programa busca aumentar a oferta da cabotagem no Brasil, incentivar a concorrência, criar novas rotas e reduzir custos. O projeto foi incluído na pauta do plenário da Câmara dos Deputados na terça-feira (29) mas não chegou a ser analisado.

Com 7,4 mil quilômetros de costa, o Brasil tem, sob sua jurisdição, 3,5 milhões de quilômetros quadrados (km2) de espaço marítimo. Área que apenas o Brasil pode explorar economicamente e que, por conta das riquezas naturais e minerais abundantes, é chamada de Amazônia Azul, numa comparação à importância da floresta amazônica para o país.

Navegação, pesca, turismo, geração de energia renovável, e, principalmente, extração de petróleo e gás fazem da faixa oceânica fundamental para a economia e a soberania do país. A ponto de o Brasil pleitear junto à Organização das Nações Unidas (ONU) a ampliação do que é chamado de Zona Econômica Exclusiva (ZEE) em mais 2 milhões de km2.

Today, the European Commission published “The EU Blue Economy Report 2020”, providing an overview of the performance of the EU economic sectors related to oceans and the coastal environment. With a turnover of €750 billion in 2018, the EU blue economy is in good health. There were also 5 million people working in the blue economy sector in 2018, representing a significant increase of 11.6% compared to the year before. Although sectors such as coastal and marine tourism, as well as fisheries and aquaculture are severely affected by the coronavirus pandemic, the blue economy as a whole presents a huge potential in terms of its contribution to a green recovery.

 

Hoje comemoramos o Dia Mundial dos Oceanos, juntamente com o Dia Nacional dos Oceanógrafos, às vésperas de adentrarmos, no período de 2021 a 2030, a denominada Década dos Oceanos, assim declarada pelas Nações Unidas, com foco na aplicação da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. Tal iniciativa tem como grande objetivo ampliar a cooperação internacional, visando ao incremento das atividades de pesquisa e a gestão sustentável das zonas costeiras.