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CAPÍTULO 1 - AMBIENTE OPERACIONAL












                                                    PONTOS - CHAVE


                 O mar e as hidrovias são vitais para a sobrevivência e prosperidade do Brasil, tanto pelo
                 aproveitamento econômico de recursos nesses espaços, com destaque para a produção
                 energética, como pela conexão mundial em prol de nosso comércio exterior.


                 A sociedade brasileira deve perceber o nosso entorno estratégico, que inclui o Atlântico
                 Sul, como um ambiente onde nossa soberania e interesses no mar podem ser afetados por
                 conflitos com outros Estados e ameaças multifacetadas, tais como terrorismo, pandemia,
                 pirataria, crimes transnacionais e desastres ambientais.

                 O Poder Marítimo dual resulta da integração dos recursos de que dispõe a Nação para a
                 utilização do mar e hidrovias como instrumento de ação político-militar e como fator de
                 desenvolvimento socioeconômico. Tal integração demanda  sinergia dos atores que compõem
                 esse poder, cabendo o desenvolvimento de fóruns colegiados de alto nível governamental,
                 como a CIRM, que preveem a contribuição de membros da sociedade marítima.

                 A mentalidade marítima consiste no grau de conscientização da sociedade e dos decisores
                 governamentais sobre a importância do Poder Marítimo e de seus elementos constituintes
                 para a vida da Nação, bem como o sentimento de pertencimento dos homens e mulheres do
                 mar à comunidade marítima brasileira, cuja interação sinérgica favorece a ampliação desse
                 Poder em prol dos interesses nacionais.


                 O Poder Marítimo está relacionado à intercomunicação e à defesa, e também à pesquisa
                 e explotação – com destaque, no Brasil atual, para o setor petrolífero offshore no Pré-sal.
                 Dada a interdependência entre elas, essas duas novas funções poderão, dentre as diversas
                 possibilidades, contribuir com recursos para o financiamento da defesa marítima e ribeirinha.

                 A principal área de atuação do nosso Poder Marítimo é a Amazônia Azul, situada no Atlântico
                 Sul, conceito “oceanopolítico” que congrega as AJB, sem descurar de nossas hidrovias, à
                 luz dos direitos e deveres estabelecidos na CNUDM III. Essa área deve ser abordada nas
                 vertentes Soberania, Científica, Ambiental e Econômica.

                 O Poder Marítimo deve prover uma defesa de amplo espectro para os interesses marítimos
                 nacionais. Além da defesa naval clássica contra atores estatais, deve também garantir a
                 segurança (security) desses interesses contra ilícitos e ameaças dinâmicas e multifacetadas.
                 Da mesma forma, em outra acepção de segurança (safety), deve salvaguardar a vida humana
                 no mar e o tráfego seguro de embarcações e, adicionalmente, contribuir para a proteção do
                 meio ambiente.










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