Page 67 - A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA
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Postos de
continência
Apesar de todas as precauções e demonstrações
de não hostilidade, somente disparar os canhões, em
tempos passados, não era demonstração suficiente
de ficar sem aptidão para o combate. O navio, além
disso, deveria ferrar o pano (colher as velas), per-
dendo velocidade e ficando momentaneamente im-
possibilitado de manobrar e combater, com todos os
cabos de laborar pelo convés e a guarnição ocupada
nas fainas . Assim, essa mostra de respeito manti-
nha o navio privado de combater . Foi desse antigo
costume que vieram até nossos dias certas formas
de cumprimento em embarcações, como “remos ao
alto, folgar as escotas ou parar a máquina” .
Nos grandes navios, no entanto, podia ser de-
monstrada, ao navio avistado, a intenção pacífica,
fazendo subir toda a guarnição aos mastros e ver-
gas . Assim, estava o navio impossibilitado de utili-
zar seus homens para o combate, transitoriamente .
Desta forma, dispor a guarnição pelas vergas dos
navios-escola à vela veio até nossos dias, com a de-
nominação de “postos de continência” .
Em todos os navios da Marinha, os postos de con-
tinência são atendidos com toda a guarnição dis-
tribuída pela borda do navio, no bordo por onde vai
passar a autoridade a saudar, numa demonstração
de respeito .
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