Page 69 - A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA
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ferro!) . Recolher o peso ou a amarra do fundo é “sus- A cor é muito importante . Antigamente, os navios eram
pender”; desencostar do cais onde esteve atracado é pintados na cor preta . O costume vinha dos fenícios, que ti-
“desatracar”; e largar a boia onde esteve é “desamarrar nham facilidade em conseguir betume, e com ele pintavam
ou largar” . os costados de seus navios . A pintura era usada, às vezes,
“Arribar” é entrar em um porto que não seja de escala, com faixas brancas, nas linhas de bordada dos canhões .
ou voltar ao ponto de partida; é, também, desviar o rumo Somente no fim do século XIX, os navios de guerra aban-
na direção para onde sopra o vento . A palavra vem do latim donaram o preto pelo cinza ou azul acinzentado, cores que
“ad” (para) e “ripa” (margem, costa) . procuravam confundir-se com o horizonte ou com o mar
Um navio de guerra é uma belonave . A palavra vem do das zonas em que navegavam .
latim navis (nave, navio) e bellum (guerra) . A bandeira, na popa, identifica a nacionalidade do navio,
Quem entrar a bordo verá que o navio, além do nome, país que sobre ele tem soberania . Entretanto, há uma ban-
tem uma série de documentos e dimensões que o caracte- deira, na proa, chamada “jeque” (do inglês jack) que identi-
rizam . O nome é gravado usualmente na proa, em ambos fica, dentro de cada nação soberana, quem tem a respon-
os bordos, local chamado de “bochecha”, e na popa . Nos sabilidade sobre o navio . Na nossa Marinha, o jeque é uma
navios de guerra, usualmente, é gravado só na popa . bandeira com vinte e uma estrelas - “a bandeira do cruzeiro” .
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