Page 71 - A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA
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A vida de um navio
O navio tem sua vida marca- namento . A cerimônia corres-
da por fases . O primeiro even- pondente é a “incorporação”,
to dessa vida é o “batimento da qual faz parte a “mostra de
da quilha”, uma cerimônia no armamento” . Armamento nada
estaleiro, na qual a primeira tem a ver com armas e sim com
peça estrutural que integrará o armação .
navio é posicionada no local da Essa mostra, feita pelos
construção . “Estaleiro” é o es- construtores e recebedores,
tabelecimento industrial onde consiste em uma inspeção do
são construídos os navios . navio para ver se está tudo em
Quando o navio está com o ordem, de acordo com a enco-
casco pronto, na carreira do es- menda . Na ocasião, é lavrado
taleiro, ele é “lançado ao mar”, um termo, onde se faz constar
em cerimônia chamada lança- a entrega, a incorporação e
mento . Nesta ocasião, é batiza- tudo o que há a bordo . A vida
do por sua “madrinha” e recebe do navio passa, então, a ser re-
o nome oficial. gistrada em um livro: o “Livro
Os navios de guerra, geral- do Navio”, que somente será
mente, são construídos em fechado quando ele for desin-
Arsenais . “Arsenal” é uma pa- corporado .
lavra de origem árabe . Vem da Terminada a vida de um na-
expressão ars sina e significa o vio, ele é desincorporado por
local onde são guardados pe- “baixa”, da esquadra, da força
trechos de guerra ou onde os naval, da companhia de nave-
navios atracam para recebê-los . gação a que pertencia ou do
Construído e pronto, o navio serviço que prestava . Há, então,
é, então, incorporado a uma es- uma cerimônia de “desincorpo-
quadra, força naval, companhia ração”, com “mostra de desar-
de navegação ou a quem vá ser mamento” . Diz-se que o navio
responsável pelo seu funcio- foi “desarmado” .

