Page 63 - A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA
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na razão de três tiros para cada tiro tico, muito antes, mesmo, de existirem Vivas
de bordo . Assim, a máxima salva de marinhas organizadas como as dos
bordo, sete tiros, era respondida pela últimos três séculos . Ainda permanece em nossa Mari-
maior salva de terra, vinte e um tiros . O intervalo das salvas festivas é de nha o hábito dos “vivas” . É uma repe-
Com o progresso da indústria de ar- cinco segundos, entre um tiro e outro . tição da antiga forma de continência
mas e, principalmente, da produção da Havia um velho costume, na Marinha e saudação à autoridade que passar
pólvora, a maior salva de bordo pas- antiga, que ainda hoje os Oficiais “sa- perto do navio, sempre que o fato for
sou a ser também de vinte e um tiros . fos” usam para contagem dos cinco antecipado e devidamente anunciado .
O número de tiros, depois que a segundos regulamentares, que é o de A guarnição, quando em postos de
salva se transformou num costume, dizer a expressão: “teco, teleco, teco, continência, a um sinal, leva o boné
chegou aos nossos dias consagrado pepinos, não são bonecos, - fogo um!”; ao peito do lado esquerdo com a mão
no Cerimonial Naval . 21 salvas é o má- repetindo-se após cada tiro o mesmo direita e, ao sinal de salvas do apito
ximo que se usa . Mas por que 21? É conjunto de palavras só alternando o (sete vezes), estende a mão com o
porque, além do costume acima, esse número da ordem de fogo . Quem cro- boné para o alto, à direita, e dá os vi-
número é múltiplo de três . A explica- nometrar o tempo que normalmente se vas correspondentes .
ção é que os números três, cinco e leva para dizer as palavras menciona-
sete sempre tiveram significado mís- das, verá que ele é de cinco segundos .
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