Page 59 - A MINHA, A SUA, A NOSSA MARINHA
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Nota-se, no homem do mar, um
respeito comum à tradição, a qual dá
grandeza e que o vincula a um extraor-
dinário ânimo patriótico e a uma grande
veneração dos valores espirituais que o
ligam à comunidade nacional onde teve
seu berço . Vive, internacionalmente, a
percepção que tem da Pátria, perto ou
distante . É, como dizia Joaquim Nabu-
co, “um sentimento unitário, nacional,
impessoal” . A lembrança ou a imagem
que dela tem o marinheiro não é macu-
lada pelos regionalismos . Sua Pátria é
um todo de tradições, que venera com a
mesma força que aprendeu a honrar as Assim, as tradições, as cerimônias e
que são comuns aos homens do mar . os usos marinheiros, juntamente com
O respeito à tradição é uma caracterís- os costumes, têm extraordinário poder
tica que gera patriotismo sadio, funda- de amalgamar e incentivar os que vivem
mentado na valorização dos aspectos do mar . Tendem, entretanto, a se tornar
comuns ao seu grupo nacional em que atos despidos de significado, quando
a tradição se constitui em elemento co- sua explicação é perdida no tempo . A
munitário, num poderoso aglutinador . lembrança constante das razões dos
A linguagem própria é um poderoso atos e a sua explicação ou, quando for
instrumento de aglutinação . Quando o caso, das versões de sua origem, pro-
se serve a bordo, em navio de guerra movem a compreensão, o incentivo e a
ou mercante, deve-se procurar segui- incorporação da prática marinheira .
-la . Com respeito à tradição, aliados a A seguir, apresentamos alguns dos
coragem e ao orgulho do que fazem, mais relevantes usos, costumes e lin-
os homens do mar provocam a inte- guagens do mar: uma miríade de hábi-
gração da comunidade naval e maríti- tos, comportamentos, gestos, rotinas
ma, favorecendo a conquista de efici- e vestimentas muito particulares, que
ência máxima, tão necessária a seus personificam e dão singularidade aos
propósitos e aspirações . marinheiros de todos os tempos .
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