IEAPM participa do 7º Simpósio de Produção de Zooplâncton na Austrália

OsOs pesquisadores do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) subordinada ao Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), localizado no município de Arraial do Cabo (RJ), participaram, entre os dias 17 e 22 de março, do 7° Simpósio sobre Produção Zooplanctônica (7th Zooplankton Production Symposium) na cidade de Hobart, no estado da Tasmânia, Austrália. A conferência, que teve a participação de outros 300 pesquisadores provenientes de 38 países, é copatrocinada pelo Conselho Internacional para Exploração do Mar (International Council for the Exploration of the Seas - ICES), pela Kongsberg Discovery, pelo Governo da Austrália, dentre outros. O evento está relacionado ao programa da Organização das Nações Unidas (ONU) 2021-2030 “A Década dos Oceanos: a Ciência que precisamos para o oceano que queremos”.

Cumprindo a agenda do evento, pesquisadores do Instituto divulgaram, para a comunidade científica mundial, as ações do Consórcio Brasileiro (IEAPM-USP-UFSC) no Projeto ‘EU Horizon 2020 Mission Atlantic: Towards the Sustainable Development of the Atlantic Ocean’, que busca elaborar uma avaliação integrada das porções norte e sul do Oceano Atlântico. Intituladas “Early warning indicators of shifts in the plankton assemblage of the Cabo Frio Upwelling System” e “Tridimensional characterization of plankton along the South Brazilian Shelf: from image to organisms”, as palestras destacaram a capacidade científica da Marinha do Brasil em acompanhar as mudanças no ecossistema costeiro marinho na porção sudoeste do Oceano Atlântico: a Amazônia Azul.

Zooplâncton representa o coletivo de organismos de pequeno porte que vivem suspensos nos oceanos, como águas-vivas e “krills”, e desempenham funções importantes, como nutrir peixes e baleias. No entanto, eles também causam efeitos adversos ao sobrecarregar redes de pesca, obstruir tubulações de navios, incrustar superfícies submersas e gerar camadas de reflexão acústica que interferem em sonares (DSL). A Marinha do Brasil, no decorrer de suas operações oceanográficas na região da ressurgência de Cabo Frio, construiu uma das mais antigas e completa série de dados sobre o zooplâncton, que retrocede a 1994 e ocupa um lugar de destaque no cenário internacional.