A primeira Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo data do ano de 1996. Atendia 4 pesquisadores ou militares e foi destruída pelo poder das ondas do oceano Atlântico. A segunda Estação Científica foi erguida no ano de 2008, em local um pouco mais ao centro da ilha principal do arquipélago, a fim de protegê-la mais da fúria do mar. Essa Estação mantém-se no local até os dias atuais.
Visando aprimorar a habitabilidade do local para os pesquisadores que investigam cientificamente o arquipélago e incluir avanços tecnológicos em uma construção mais adaptada aos abalos sísmicos, aos quais a região está propensa, a Secretaria da Comissão Interministerial para o Mar encabeça o projeto da construção de uma nova estação científica no local.
Nos dias 22 e 23 de setembro, militares do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e técnicos da empresa Ekipe-C, sediada em São Paulo, estiveram no Arquipélago de São Pedro e São Paulo a fim de realizar coleta de sedimentos do solo para análise em laboratório, que poderá revelar detalhes essenciais para o projeto de engenharia civil da futura estação científica.
De acordo com o Capitão Tenente Engenheiro Naval, Sad Borsai, “trata-se de teste de geotecnia, uma sondagem da estrutura do solo para se fazer a fundação da construção civil”. O teste é necessário uma vez que a estrutura da estação científica tem que ter a qualificação para suportar abalos sísmicos, e, desta forma, necessita que sua base seja fixada nas rochas, abaixo da camada superficial do solo.
Nesta sondagem, foram realizadas seis perfurações entre 50 cm e 1 metro de profundidade para coleta de amostras do sedimento, que serão levadas ao laboratório para análise se o solo é rígido, se tem estruturas móveis e possíveis adaptações de engenharia civil que venham a ser necessárias, dependendo das características do solo.
Na oportunidade também foi iniciado teste em placas estruturais de possíveis materiais para composição das paredes da futura estação científica, um dos principais diferenciais em relação as antecessoras, feitas de madeira. Nesse teste, placas das estruturas foram fixadas próximas à atual estação científica e, futuramente, terão suas durabilidades analisadas em relação às intempéries climáticas, umidade, corrosão, dentre outros.