O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) comemorou o 216 anos do dia 7 de março. Para celebrar a data, foi realizado o concerto “Um encanto em cada canto. Adsumus!” levou mais de 4 mil pessoas ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro. As apresentações da Banda Sinfônica do CFN relembraram as atividades da Tropa Anfíbia da Marinha do Brasil (MB) em cada canto do país e do mundo. A grande atração deste ano foi a Banda da Brigada de Fuzileiros Navais da França, composta por 24 militares, sendo cinco do sexo feminino.
No repertório, “Carmen”, de George Bizet, remete à Guerra dos 30 anos, quando o Terço da Armada da Coroa de Portugal, embrião do CFN, lutou contra os holandeses na Batalha de São Salvador; o clássico “Galopeira”, recordando que o Sul do Brasil também reflete a nossa história; em homenagem ao Nordeste, foi executada a canção “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. Ainda na mesma região, o maestro brasileiro Vinícius de Carvalho, professor do King's College London, foi convidado para celebrar a cultura afro-brasileira e regeu “Maracatu do Chico Rei”.
Na sequência, já em águas internacionais, liderou a Banda Sinfônica na canção “Oriente Y Occidente”, de Saint-Saens. Na sequência, houve a apresentação da Banda da Nona Brigada de Fuzileiros Navais da França. O concerto teve a participação do sambista Ito Melodia, que cantou as canções “Sou um artista de um mundo solitário”, em homenagem aos autistas, e “É Hoje”, samba histórico da União da Ilha do Governador de 1982. O cantor e compositor paraense Pinduca trouxe a cultura da Região Norte com a música “Garota do Tacacá”.
Para homenagear o Centro-Oeste, a Banda Sinfônica do CFN executou as canções “Nuvem de Lágrimas” e “Evidências”, da dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó. Chegando ao Sudeste, berço da Esquadra Brasileira e região onde está localizada a sede do Comando-Geral do CFN, a artista Mona Vilardo interpretou a rainha do rádio brasileiro, Emilinha Borba, com a canção “Se queres saber”. Carmen Miranda também foi recordada na música “Recenseamento”. Para cantar "Sonhar não custa nada", foi chamado ao palco o Cabo (Fuzileiro Naval da Reserva) Paulo Costa Alves, mais conhecido como Paulinho Mocidade, tetra campeão do Carnaval carioca. Na sequência, o público cantou à capela a música “Maresia - ah se eu fosse marinheiro”, que ficou conhecida nacionalmente na voz de Adriana Calcanhoto. Para fechar, a Banda Sinfônica encerrou o espetáculo com a canção “Cisne Branco”, o Hino Oficial da Marinha do Brasil.


