Histórico

HIST√ďRICO
 

¬†¬†¬†¬† At√© o in√≠cio da expans√£o do CFN, com a cria√ß√£o das Companhias Regionais, as atribui√ß√Ķes do Comandante-Geral resumiam-se √†s de um Comandante de Unidade, com a peculiaridade de responder, tamb√©m, pela forma√ß√£o e pelo preparo das Pra√ßas e, em alguns per√≠odos, total ou parcialmente por de seus oficiais.

¬†¬†¬† √Ä medida que mais e mais efetivos deixavam a Fortaleza de S√£o Jos√©, cresciam em volume, especializa√ß√£o e import√Ęncia as responsabilidades do Comandante-Geral. Para auxili√°-lo em suas atribui√ß√Ķes, inicialmente contava com uma organiza√ß√£o departamental voltada para pessoal e material, at√© que, a partir do Regulamento de 1934, passou a contar com um Estado-Maior, organizado em Estado-Maior Geral e Especial.

¬†¬†¬† O progressivo aumento das atribui√ß√Ķes do Comandante-Geral, associado √† eleva√ß√£o dos efetivos da tropa da Ilha das Cobras, mostrou a conveni√™ncia da cria√ß√£o de uma organiza√ß√£o independente, surgindo, assim, em 1950, o Comando da Guarni√ß√£o do Quartel-General.

¬†¬†¬† Com a cria√ß√£o e efetiva√ß√£o dos principais componentes da For√ßa de Fuzileiros da Esquadra (FFE), ao Comandante-Geral foi atribu√≠do o Comando da mesma, tendo a si subordinados, ainda, a Guarni√ß√£o do Quartel-General, o Centro de Instru√ß√£o e o Centro de Recrutas. Estes dois √ļltimos receberam, em 1966, um √≥rg√£o de enquadramento, voltado para atividades de instru√ß√£o. O Comando da Organiza√ß√£o de Apoio foi depois transformado em Comando de Apoio, origem dos atuais Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais e Comando do Material de Fuzileiros Navais.

¬†¬†¬† Finalmente, nessa evolu√ß√£o hist√≥rica, o ano de 1981 representou marco significativo, pelas profundas modifica√ß√Ķes ocorridas. Assim, com a eleva√ß√£o de n√≠vel do Comando-Geral a √ďrg√£o de Dire√ß√£o Setorial (ODS), subordinado diretamente ao Ministro da Marinha, ocorreu a reestrutura√ß√£o do Corpo, permanecendo uma For√ßa Operativa, representada pela FFE e pelos Grupamentos Regionais de Fuzileiros Navais, subordinada ao Comando de Opera√ß√Ķes Navais, enquanto os √≥rg√£os de apoio se posicionaram no Setor Comando-Geral.

¬†¬†¬† Deve-se assinalar que, a despeito da referida setorializa√ß√£o, foi mantida a concep√ß√£o de unidade do CFN, conceituado como ‚ÄúParcela da Marinha destinada a a√ß√Ķes e opera√ß√Ķes terrestres necess√°rias a uma campanha naval, bem como √† guarda e seguran√ßa de instala√ß√Ķes navais ou de interesses da Marinha, e ao respectivo apoio espec√≠fico‚ÄĚ.

¬†¬†¬† Na nova posi√ß√£o, estabelecida em 1981, foi atribu√≠do ao Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) o prop√≥sito de ‚ÄúExercer a Dire√ß√£o Setorial das atividades peculiares ao apoio espec√≠fico √† For√ßa e Unidades de Tropas de Fuzileiros Navais‚ÄĚ.

Como ODS, sua atua√ß√£o foi assinalada por duas altera√ß√Ķes de maior relevo:

  • deixou de cuidar dos assuntos diretamente ligados ao emprego da FFE; e
  • recebeu a devida autoridade para o trato dos encargos de car√°ter financeiro, t√©cnico e administrativo, decorrentes das necessidades de apoio √† For√ßa de Fuzileiros Navais.

    Para assumir suas novas tarefas, o CGCFN foi reorganizado, adotando uma estrutura voltada para Recursos Humanos, Material, e Pesquisa e Doutrina. Por se constituírem em assuntos tão distintos, optou-se pela departamentalização, a qual melhor comporta os trabalhos específicos.

¬†¬†¬† De forma sucinta, pode-se dizer, ent√£o, que compete ao CGCFN prover √† For√ßa de Fuzileiros Navais com recursos humanos profissionalmente preparados, segundo os diferentes escal√Ķes, especializa√ß√Ķes e qualifica√ß√Ķes, e dotados de material adequado, para serem submetidos no Setor Operativo, ao adestramento e ao planejamento de emprego, compat√≠veis com as situa√ß√Ķes previs√≠veis.

¬†¬†¬† Tais situa√ß√Ķes podem demandar novos meios humanos e materiais, com n√≠veis crescentes de qualidade e/ou especializa√ß√£o, o que faz configurar-se uma rela√ß√£o de m√ļtua essencialidade e preserva as rela√ß√Ķes peculiares do Comandante-Geral com todos os Fuzileiros Navais.