Defesa e Arte se uniram na tarde do dia 16 de outubro durante a cerimônia de inauguração do XXIII Salão de Artes Plásticas do Corpo de Fuzileiros Navais, no Museu Naval, localizado no Centro do Rio. O evento bianual, promovido pelo Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN), destina-se a estimular e difundir as manifestações das artes plásticas, tendo como participantes artistas da Marinha do Brasil e da comunidade em geral.
Os temas “O Corpo de Fuzileiros Navais” e “O Mar” inspiraram os artistas participantes, que entregaram obras de artes nas categorias pintura, escultura, desenho, gravura ou arte decorativa. No total, foram selecionadas 87 obras, sendo 48 de “artistas” e 39 de “artistas portadores de deficiência”. A ocasião também marcou a premiação dos concorrentes classificados, que tiveram suas obras selecionadas pela comissão julgadora, e a entrega de diplomas aos participantes.
Representando o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) Alexandre, o Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, Vice-Almirante (FN) Zuccaro, ressaltou, em seu discurso, a aproximação do Corpo de Fuzileiros Navais com a arte. “Pode parecer uma certa dissonância imaginarmos o CFN, uma das parcelas mais aguerridas da Defesa nacional, envolvendo-se, prestigiando e incentivando a arte. Devem pensar que há alguma coisa errada, pois, no imaginário popular, somos os ‘homens da guerra’. Sim, somos os homens da guerra, mas também somos os ‘homens da paz’. Estamos aqui para defender nosso país e é nesse sentido que ocorre uma aproximação do CFN com a arte, pois acabamos nos unindo em prol de um bem maior, que é o espírito da nacionalidade e da cultura brasileira”, disse ele, que agradeceu a todos os envolvidos na organização do evento e aos artistas participantes, elogiando, em especial, a capacidade de superação dos artistas com deficiência. “São pessoas extraordinárias, que nos enchem de orgulho, com sua enorme capacidade de superar desafios”.articipando pela terceira vez do Salão de Artes Plásticas do CFN, o artista cadeirante Marcelo Moreira, autor das obras “Missão” e “Ação de Resgate”, disse que se sente satisfeito com o espaço que o CFN vem proporcionando aos artistas com deficiência. “Sinto-me muito motivado com essa oportunidade que o Corpo de Fuzileiros Navais nos oferece de levarmos nossa arte a cada vez mais pessoas”.
O XXIII Salão de Artes Plásticas do Corpo de Fuzileiros Navais contou com o apoio da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, da Sociedade Brasileira de Belas Artes e da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés. “Por meio desta realização, promovemos um intercâmbio artístico e cultural entre a Marinha do Brasil e a sociedade, a partir do qual dedicamo-nos à criação e à contemplação artística, além de valorizarmos nossa história”, reforçou o Capitão de Corveta (T) Gouvêa, presidente da Comissão Julgadora do Salão e encarregado do Museu do CFN. A exposição permanece em cartaz até o dia 15 de dezembro. O Museu Naval está localizado na Rua Dom Manuel, 15, Praça XV, Centro do Rio.


