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CAPÍTULO 3 - CONCEITO ESTRATÉGICO MARÍTIMO-NAVAL






         Vale  também  citar  a  experiência  acumulada  organizações internacionais como a ONU e a OEA,
         na coordenação da Área  Marítima  do Atlântico  a cooperação pode  também  envolver  interesses
         Sul  (AMAS)¹7,  mecanismo  derivado  do  Tratado  marítimos de países lindeiros ao Atlântico Sul, a bem
         Interamericano  de  Assistência  Recíproca  (TIAR),  do prestígio do Brasil e de sua política externa.
         que desde a 2ª Guerra Mundial vem proporcionando
         cooperação nas atividades de segurança do tráfego  Dessa forma, qualquer interação marítima apresenta
         marítimo empreendidas nessa região.                  o potencial de gerar algum  grau  de diplomacia
                                                              naval,  com  benefícios  para  o  País,  convergentes
         Ainda que  exista o  interesse  compartilhado na  com a obtenção de uma maior inserção no cenário
         cooperação  para a  defesa  das  vias  marítimas  internacional.  Como  consequência,  o  Poder  Naval
         em  quaisquer  oceanos,  devem  ser  priorizadas  precisa ser preparado para tal consecução.
         as  alianças  cooperativas  no  entorno  estratégico
         brasileiro definido na PND, com atenção no Atlântico  Para que a diplomacia naval possa produzir efeitos
         Sul¹8.  Nessa  região,  a  diplomacia  naval  é  ainda  concretos para o País, é necessária uma força naval
         mais  premente,  sobretudo  em  áreas  afligidas  por  corretamente  dimensionada para o combate.  Um
         ações adversas, como o caso da pirataria no Golfo  dos muitos efeitos desejados da diplomacia naval é
         da Guiné, na costa oeste africana. Nesse sentido, a  a dissuasão, situação que somente é possível com
         exemplo dos Grupos de Apoio Técnico, das Missões  meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais em
         de Assessoria Naval ou dos Grupamentos Operativos  quantidade e qualidade adequados.
         de Fuzileiros  Navais  empregados  no  esteio de






































         Navio-Patrulha Oceânico Apa na Operação OBANGAME EXPRESS no Golfo da Guiné

          ¹7 A  AMAS é composta por  Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
          ¹8 Destacamos a contribuição da MB na formação técnico-profissional de militares de marinhas de países do entorno estratégico.






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