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CAPÍTULO 3 - CONCEITO ESTRATÉGICO MARÍTIMO-NAVAL






          As características de mobilidade ,  flexibilidade ,  permanecer no longo prazo. Importante ressaltar que
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          versatilidade  e permanência  de uma Força Naval,  a confiança reforçada pode facilitar futuras parcerias
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          quando  associadas  à liberdade de movimento  estratégicas ou cooperação econômica entre as
          nas  águas  internacionais,  permitem  o  acesso  dos  indústrias de defesa ou de quaisquer outras áreas.
          meios navais do Estado Brasileiro a todos os países
          lindeiros do nosso entorno estratégico e outras áreas  A ameaça ao tráfego marítimo e, por conseguinte, à
          de interesse. Tais fatos conferem uma capacidade de  estabilidade internacional pode provocar a formação
          diplomacia ímpar, que deve ser fortalecida.         de  alianças  estratégicas  para  sua  proteção,  cujas
                                                              cargas, seguros, resseguros, tripulações e armadores
          A diplomacia naval robustece a autoridade estatal,  foram,  em  grande  medida,  transnacionalizados.
          representando um instrumento por excelência  Tal  forma de diplomacia naval  converge  com os
          das  relações  internacionais,  pois  os  navios  têm  interesses  do  Brasil,  devendo  ser  adotada  como
          liberdade de navegação e de presença nos diversos  uma  oportunidade  de  projeção internacional  pela
          espaços marítimos e fluviais. Sendo comum a todas  presença naval, à luz do princípio jurídico da liberdade
          as  marinhas  que  possuem alguma capacidade  de navegação  ou sob  o  amparo  de organismos
          operacional, o potencial de se estender ao longo de  internacionais.  Vale  citar  a  participação  brasileira
          um amplo espectro – desde o extremo da competição,  com navios de guerra e no Comando da Força-Tarefa
          na qual se encontram  ações como a coerção, até o  Marítima  da Força Interina  das Nações Unidas  no
          extremo da cooperação – reforça a confiança mútua,  Líbano  (FTM-UNIFIL)  e  em  missões  operativas
          pode mitigar futuros antagonismos.                  combinadas no Golfo da Guiné com outros países,
                                                              além  da  liderança  em  fóruns  regionais,  como  a
          Assim,  em  variados  formatos  (cooperação,  ZOPACAS,  na  busca  por  melhorar  mecanismos  de
          persuasão  e  coerção),  mesmo  com  efeitos  não  vigilância e defesa de suas linhas de comunicação
          claramente  visíveis  e por vezes  manifestados  marítimas no Atlântico Sul.
          em  prazos  dilatados,  seus  benefícios  tendem  a






























          Mergulhador de Combate brasileiro treinando militares de São Tomé e Príncipe
          13  Representa a capacidade de deslocar-se prontamente e a grandes distâncias, mantendo elevado nível de prontidão.
          14  Significa a capacidade de organizar grupamentos operativos de diferentes valores, em função da missão, possibilitando seu emprego gradativo.
          15  Representa a aptidão para executar uma ampla gama de tarefas e diferentes níveis de prontidão.
          16  Indica a capacidade de operar, continuamente, com independência e por longos períodos, em áreas distantes e de grandes dimensões.




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