Page 531 - Livro - Economia Azul
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atividades históricas e novas, ao mesmo 18 Consiste no emprego de todos os meios Marítimo monitora a movimentação de navios na da identificação de ameaças, que estabelece
tempo que aumenta os esforços de preser- possíveis a fim de localizar e socorrer aero- área de responsabilidade de Busca e Salvamento do os programas estratégicos com o propósi-
vação do meio marinho, sendo considerado naves abatidas ou acidentadas, navios, ma- Brasil, por meio de informações de navegação to de prover o Brasil com uma Força Naval
no sentido mais amplo, como um processo teriais e instalações diversas, avariadas ou padronizadas, baseada em outros sistemas fon- moderna e de dimensão compatível com a
público através do qual as autoridades ana- sinistradas, no mar ou em terra e, também, tes (MARINHA DO BRASIL, 2020b) y (SILVA, 2019). estatura político-estratégica do País, capaz
lisam e organizam atividades de recursos socorrer suas tripulações ou pessoas em peri- 26 Por meio de recursos humanos, centrali- de contribuir para a defesa da Pátria e sal-
humanos em áreas marinhas para alcançar go (BRASIL, 2015, p. 257). za a atuação da Estrutura de Defesa Militar, vaguarda dos interesses nacionais, no mar e
objetivos ecológicos, econômicos e sociais 19 Acrônimo em inglês para Command, Con- articulando seus diferentes níveis de decisão águas interiores, em sintonia com os anseios
(DUPONT et al., 2020). trol, Communications, Computers, Intelligen- (MINISTÉRIO DA DEFESA, 2016). da sociedade” (Marinha do Brasil, 2020c).
10 Considerando os espaços oceânicos e a ce, Surveillance and Reconnaissance, (Coman- 27 Sistema correspondente ao SISGAAz na 32 Organização privada sem fins lucrativos
conjuntura político-estratégica internacional, do, Controle, Comunicações, Computadores, fronteira terrestre. que oferece soluções inovadoras em tecno-
a Oceanopolítica envolve o Estado como ele- Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) 28 Sistema correspondente ao SISGAAz no logia e gestão, para os desafios e problemas
mento central nas decisões soberanas sobre o como um marco de uma estrutura arquite- espaço aéreo. enfrentados pelas instituições brasileiras, es-
destino de sua população, as relações de poder tônica para operações militares, fornecendo 29 Conforme definido por Castells (1997), a pecialmente as públicas. Possui como missão
com outros Estados e demais atores do Sistema capacidades interoperáveis e atendendo às sociedade em rede é uma estrutura social em Contribuir para transformação das organiza-
Internacional (BARBOSA JÚNIOR, 2012). necessidades do combatente no campo. expansão ilimitada, gerada principalmente pelo ções brasileiras, especialmente as públicas,
11 Em um ambiente marítimo, que envolve 20 Veículo aéreo, sem operador a bordo, desenvolvimento tecnológico das comunica- melhorando sua efetividade (EZUTE, 2022).
oceanos, mares, baías, estuários, rios, regiões com asas fixas ou rotativas, que dispõe de ções e das tecnologias da informação, onde a 33 Organização Militar originária do Comando
costeiras e portos, a Consciência Situacional Ma- propulsão própria, podendo ser pilotado re- internet desempenha um papel fundamental do Controle Naval do Tráfego Marítimo (COM-
rítima é definida como a compreensão dimen- motamente ou dotado de um sistema autô- devido às suas infinitas oportunidades e possi- CONTRAM), tem a missão de “contribuir para
sional de eventos, atividades e circunstâncias nomo de navegação. É empregado em ações bilidades. A integração social é baseada em nós a segurança do tráfego marítimo de interesse
militares ou não, associados ao ambiente ma- de ataque ou reconhecimento, sendo recu- de informação em um sistema organizado em do Brasil, atender a compromissos relativos ao
rítimo, que são relevantes para as ações atuais perável ou não (BRASIL, 2015, p. 278). redes globais de capital, gestão e informação, Controle Naval do Tráfego Marítimo (CNTM) e à
e futuras de um Estado (FARIA, 2012, p. 219). 21 Os satélites geoestacionários estão sempre com preeminência da morfologia social sobre a Doutrina Naval Cooperation and Guidance for
12 Acrônimo em inglês para Search and Res- no mesmo ponto fixo, rodando à mesma veloci- ação social. O acesso ao desenvolvimento tec- Shipping (NCAGS) assumidos pelo País, além
cue, que envolvem operações de busca e sal- dade da Terra acompanhando o seu movimen- nológico é a base da produtividade e da com- de incrementar a Consciência Situacional Ma-
vamento no mar. to, o que permite a sua utilização para estabele- petitividade, materializando o poder, separan- rítima (CSM)” (MARINHA DO BRASIL, 2020b).
13 Pesquisa e desenvolvimento. cer uma rede de comunicações ou monitoriza- do-se do processo produtivo das empresas pela 34 Parte do teatro de guerra necessária à
14 Ciência que mede a profundidade de cor- ção e vigilância (GERALDO & COSSUL, 2017). transnacionalização da produção. condução de operações militares de grande
pos-d’água (oceanos, mares, lagos etc.) para 22 Sua cobertura se dá em todo o território 30 Parte do Poder Marítimo capacitada a atu- vulto, para o cumprimento de determinada
determinar a topografia de seu leito. nacional com sinal de banda larga, incluindo ar militarmente no mar, em águas interiores e missão e para o consequente apoio logístico
15 Oceanografia geológica também conhe- a região amazônica, com controle de trans- em certas áreas terrestres limitadas de interes- (BRASIL, 2015, p. 265).
cida como oceanografia abiótica é o estudo ponder realizado exclusivamente por pessoal se para as operações navais, incluindo o espa- 35 Conhecido também como Ciclo de Boyd ou
da formação e estrutura do fundo do mar, da TELEBRAS (DEMENICIS, 2019). ço aéreo sobrejacente. Compreende as Forças Ciclo de Comando e Controle – “Sequência na
estudando sedimentologia, geomorfologia, 23 Proporciona maior flexibilidade no uso Navais, incluídos os meios navais, aeronavais qual as ações em combate são desenvolvidas, de
geofísica, geoquímica e processos morfodi- das comunicações, podendo prestar serviço, próprios e de fuzileiros navais, suas bases e forma cíclica: observação – orientação – decisão
nâmicos marinhos e costeiros. abrangendo a América do Sul, Caribe e par- posições de apoio e suas estruturas de co- – ação (OODA). Na primeira etapa, é percebida
16 Escoamento das águas oceânicas, orde- te do Oceano Atlântico, sendo o controle de mando e controle, logísticas e administrativas, uma mudança no curso dos acontecimentos;
nado ou não, resultante da inércia da rotação transponders realizado exclusivamente por bem como os meios adjudicados pelos pode- na segunda, é produzida uma imagem mental
do planeta Terra, dos ventos e da diferença militares (DEMENICIS, 2019). res militares terrestre e aeroespacial, e outros da nova situação; na terceira etapa, chega-se
de densidade. 24 Sistema de Comando e Controle Naval, uti- meios, quando vinculados ao cumprimento da à decisão da conduta a ser desenvolvida; e, na
17 São o resultado da superposição de me- lizado para monitoramento da Amazônia Azul, missão da Marinha e submetidos a algum tipo última, são implementadas as ações decorren-
canismos atmosféricos sinópticos (globais) e baseado no Centro Integrado de Segurança de orientação, comando ou controle de auto- tes da decisão tomada, voltando-se à da ob-
de mesoescala (regionais), para onde conver- Marítima (CISMAR), alimentado com dados do ridade naval (BRASIL, 2015, p. 212). servação para um novo ciclo. Deve-se buscar
gem as direções desses mecanismos, resul- SISTRAM, entre outros (Silva, 2019). 31 “Documento de alto nível, estruturado a realizar o ciclo completo mais rapidamente
tando em ventos predominantes na região. 25 O Sistema de Informação de Tráfego partir da análise do ambiente operacional e que o oponente (BRASIL, 2015, p. 62).
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