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Farol de Castelhanos

 


Angra dos Reis, RJ Latitude: 23º 10',0 S Longitude 044º 06',0 W – Alcance Luminoso: 27 millhas Naúticas – Inaugurado em 6 de abril de 1901


A ilha Grande, por seu relativo afastamento do continente, foi escolhida para abrigar um lazareto para o Estado do Rio de Janeiro. Nele ficariam os passageiros e tripulantes que, vindos de outros países, permaneceriam em quarentena antes de desembarcar na cidade do Rio de Janeiro, então capital do país.

Este foi um dos motivos que levaram o Ministério da Marinha a autorizar, em 1899, a construção de um farol na Ponta de Castelhanos, extremidade leste da ilha. O terrno destinado ao farol, um platô 105 metros acima do nível do mar, foi cedido sob uma condição única: a de que seu proprietário fosse nomeado faroleiro! E assim foi feito...

O projeto previa uma torre de alvenaria com 13,5 metros de altura e duas residências geminadas.


A obra ia adiantada quando se verificou não haver disponível, nos paióis da Repartição de Faróis, um aparelho com o alcance luminoso desejado. Restava apenas um, de 3ª ordem "grande modelo", que já estava para ser instalado no futuro Farol de Ilhéus. O Capitão - Tenente Eduardo Augusto Veríssimo de Mattos foi então designado para partir para a Bahia e trazer, sem danificar um prisma sequer, o aparelho que seria instalado em Castelhanos.

Essa providência permitiu que o farol fosse inaugurado em 6 de abril de 1901.

Uma luz branca contínua, de menor alcance, intercalada por lamjejos duplos, também brancos, visíveis a até 25 milhas, era sua característica luminosa. Castelhanos contava com os três faroleiros necessários ao seu funcionamento. Durante o dia faziam o reabastecimento do reservatório de querosene e a limpeza dos equipamentos. á noite, se revezavam na vigília.


O isolamento carateístico e certas passagens da vida destes faroleiros e seus familiares podem muito bem ser avaliados pelo relato feito, na década de 70, por umdos Delegado da Capitania dos Portos em Angra dos Reis: "são penosas as condições em que se processa, quinzenalmente, o abastecimento daquele farol, cuja faina é baseada na perícia dos que dela participam expondo-se a possíveis acidentes sem que se tenha possibilidade de socorro imediato nos casos mais graves, pois a embarcação usada no serviço gasta, em média, três horas na travesia do farol de Castelhanos a Angra dos Reis".

 

Castelhanos não é uma exceção á regra da dura vida em faróis, é a própria regra!

 

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