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CAPÍTULO 3 - CONCEITO ESTRATÉGICO MARÍTIMO-NAVAL
PONTOS - CHAVE
A atual estratégia naval contempla dois paradigmas doutrinários: o Combate no Mar e a
defesa de interesses marítimos, relacionada ao Combate pelo Mar.
A Amazônia Azul, com suas riquezas, impõe a necessidade de ampliar o entendimento da
importância da defesa de interesses marítimos no pensamento estratégico brasileiro.
A dispersão espacial e o grau de relevância dos interesses marítimos e fluviais para a
vida nacional devem ser levados em conta na atribuição de prioridade de objetivos e na
concepção de sistemas de defesa.
O Poder Naval, além de ter que estar preparado para fazer frente às múltiplas ameaças aos
interesses nacionais, é um excelente instrumento da diplomacia, quando bem aprestado e
empregado, devido à liberdade de navegação e ao acesso aos espaços marítimos e fluviais
internacionais.
As linhas de comunicação marítimas de interesse do Brasil ultrapassam a Amazônia Azul,
sendo necessária a promoção da cooperação internacional para a sua defesa e da Marinha
Mercante Nacional.
Um sistema para a defesa das instalações de pesquisa e explotação petrolífera da Amazônia
Azul deve ter um caráter proativo, dispondo de consciência situacional e agilidade decisória
para conjugar meios com capacidade móvel e/ou predispostos nas áreas a serem protegidas.
Para esse sistema defensivo, os requisitos de comando e controle são atendidos pelo SisGAAz
e o de proteção pela modernização da Força Naval, composta pelos meios de superfície,
submarinos, aeronavais e de fuzileiros navais, além da coordenação e interoperabilidade
com os meios das Forças que dispõe a Defesa Nacional.
Deverá ser estabelecido um duplo gradiente de controle e proteção, de forma a ser obtida
uma maior presença naval nas proximidades das áreas críticas e uma maior mobilidade,
para cobrir as áreas mais distantes da Amazônia Azul.
Os submarinos convencionais com propulsão nuclear são meios de elevada proatividade
para a defesa de nossas águas jurisdicionais, sobretudo pelo aspecto dissuasório devido à
elevada mobilidade estratégica e permanência oculta em longas patrulhas.
PLANO ESTRATÉGICO DA MARINHA 45

