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MB e seus parceiros, e projetos de pesquisa lações e atividades produtivas desses locais. 5. O Programa Nuclear da Marinha do Brasil
foram propostos para avaliar a viabilidade Com relação à indústria da pesca e aqui-
dessa alternativa (Cotta et al., ABCM Enge- cultura, a disseminação das técnicas nuclea- A Marinha do Brasil (MB), desde 1979, volver em paralelo ao projeto do submarino
nharia, 2020). Recentemente, a Petrobras e res aplicáveis a alimentos certamente atingirá persegue o objetivo de projetar e construir convencional de propulsão nuclear (SCPN).
seus parceiros desenvolveram um novo pro- os produtos do mar, contribuindo para sua um submarino com propulsão nuclear, cuja Em 1981, em parceria com o Instituto
cesso para separação e reinjeção do gás já preservação e certificação de procedência e dificuldade é bem ilustrada pela Figura 1 a de Pesquisas Energéticas e Nucleares –
na cabeça do poço, conhecido como HISEP, qualidade. É razoável imaginar um cenário seguir, que compara em termos de Homens. IPEN, a MB deu a partida em um projeto
que seria uma inovação ainda mais transfor- em que irradiadores instalados em portos hora (Hh) e número de componentes (cp), de construção de um reator de pesquisa,
madora a partir do fornecimento de energia pesqueiros poderão processar os produtos a complexidade no desenvolvimento de di- o IPEN/MB-01, de potência zero, ao mes-
in situ, como possibilitado pela geração nu- do mar de maneira segura, rápida e eficiente. ferentes projetos de grande envergadura na mo tempo que se lançava ao desafio de
clear subsea. Outra aplicação em franco de- Tecnologias nucleares e isotópicas têm sido engenharia moderna. Na Figura 1 não está dominar o ciclo do combustível com tec-
senvolvimento que poderia se beneficiar da usadas para monitorar e estudar o processo incluído o processo também muito com- nologias autóctones. O reator e o domínio
instalação de reatores nucleares subsea para de acidificação dos oceanos. Como absorvem plexo de obtenção do combustível nuclear, do enriquecimento de urânio foram ambos
geração de eletricidade é a mineração. Es- um quarto das emissões de CO do planeta, baseado em ultracentrífugas de enriqueci- obtidos em 1988, um marco na história da
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tima-se uma movimentação de mais de 70 os oceanos passam por mudanças na sua mento isotópico e que a MB precisou desen- tecnologia nuclear do País.
bilhões de dólares até 2030 em tecnologia e química, com aumento de acidez que afeta
equipamentos para mineração subsea. organismos marinhos e ciclos biogeoquími-
Ainda na geração núcleo-elétrica subsea, cos, levando à corrosão de carbonatos de
destaca-se a plataforma submersível FlexBlue cálcio, com impactos para a pesca, entre ou- Figura 1. Comparação da complexidade tecnológica de diferentes
desenvolvida pelo líder francês em tecnolo- tros. Com as tecnologias mencionadas, po- projetos da engenharia moderna de grande envergadura
gia naval DCNS (atualmente Naval Group, de-se estudar processos biológicos de modo
França), que incorpora os principais méritos a quantificar e monitorar a acidificação.
dos SMR. O reator FlexBlue foi proposto para Além disso, o monitoramento de ra- SUBMARINO NUCLEAR - ALGUNS NÚMEROS
fornecimento de energia elétrica para popu- dionuclídeos no mar, em escala global, é SSBN
lações costeiras e insulares. Ele seria instalado feito regularmente pela AIEA, em parce- UMA COMPLEXIDADE EM PROGRESSÃO (submarino a propulsão e
com mísseis nucleares)
a cerca de 100 m de profundidade, a uma ria com diversas organizações de pesquisa GEOMÉTRICA SSN 12 milhões Hh
distância de uns 10 km da costa e se valeria marinha ao redor do mundo, valendo-se (propulsão nuclear) 950 milhão cp
18.750 t
de linhas de transmissão também submersas. de tecnologias nucleares. Isso, entre outras 8 milhões Hh
950 mil cp
Outro tipo de proposta é defendido pelo aplicações, permite detectar quaisquer al- Mísseis 6.900 t
Center for Advances in Nuclear Energy, do terações advindas da utilização de energia 23 Hh Boeing 777
MIT, baseado em Offshore Floating Nu- nuclear no ambiente marítimo. Na atuação Blindados 3 mil cp 50 mil Hh SCPN
SCPN
SCPN
103 mil cp
clear Plants – OFNP, que foram propostas em monitoramento, destaca-se o programa 5,5 mil Hh 1,9 t 254 t
14 mil cp
em duas versões, uma de 45 m de diâme- NUTEC Plastics. Usando técnicas nucleares 65 t
tro, gerando 300 MWe, e outra de 75 m de para quantificar a dispersão de plásticos e NAUTILUS SEAWOLF
1964
diâmetro, gerando 1100 MWe. contaminantes, a AIEA apoia laboratórios Caças 1993
A evolução dos micro e pequenos reato- em todo o mundo para gerar conhecimento Automóveis 57 mil Hh (Hh) Homens/ hora
30 mil cp
(cp) Componentes
res certamente facilitará sua instalação e sua científico nos impactos da poluição por plás- 23 Hh 10 t (t) Toneladas
operação contínua em regiões remotas. Ilhas ticos em ecossistemas marinhos e costeiros. 3 mil cp . . . . . . . . . Tempo de
1,9 t
e bases oceânicas se enquadram nessa cate- Em paralelo, empregando radiação gama 0 10 20 30 40 50 60 70 80 fabricação
goria. SMRs ou microrreatores, dependendo e feixes de elétrons em complemento aos (meses)
da necessidade, podem ser uma solução de métodos mecânicos e químicos tradicionais, Fonte: Adaptado do National Shipbuilding Research Program
custo-benefício compensador para garantir certos tipos de resíduos plásticos podem ser (NSRP) – Advanced Shipbuilding Enterprise (ASP)
autonomia e segurança energética às popu- modificados para reúso ou reciclagem.
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Tecnologias Nucleares para o Mar 541

