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  • Publicado em 09/12/2025 - 15:07
  • Atualizado em 09/12/2025 - 15:30
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Marinha e UFES dão início à construção da nova estação científica do arquipélago de São Pedro e São Paulo

 PSRM

O projeto da nova estação, orçado em cerca de 7 milhões de reais, foi viabilizada pelo ICMBio, com recursos de compensação ambiental. O Arquipélago é um dos pontos mais remotos do país, importante para a economia e soberania nacional, além de ser uma reserva da biodiversidade, protegida por duas Unidades de Conservação.

Obra da nova Estação Científica de SPSP começou em 8 de dezembro de 2025 - Foto: Clarissa Paiva 

Nesta segunda-feira, 08 de dezembro, o navio patrulha oceânico Araguari chegou ao arquipélago de São Pedro e São Paulo com a tripulação responsável pela primeira etapa de montagem de uma nova estação científica no local.

Esta é a terceira estação a ser implantada no arquipélago. O projeto, capitaneado pelo ICMBio e Marinha do Brasil através da Secretaria da Comissão Interministerial para Recursos do Mar (Secirm), é desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e conta com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST).

O início da obra - realizada com recursos de compensação ambiental da ordem de 7 milhões de reais - está sendo pela passarela que vai ligar a nova Estação Científica ao farol da ilha principal. Junto ao farol, será construído um shelter (abrigo de segurança). A última fase da obra será a desmontagem da estação atual e montagem da nova estrutura.

Esta nova versão da estação científica traz novidades, como a escolha dos materiais para a construção. Na passarela, no piso e no teto da 3ª Estação, será utilizado um material chamado de PRFV, que mescla fibra de vidro e polímeros, e tem boa durabilidade e resistência. "Nos dedicamos por muito tempo a esta pesquisa de materiais, que pudessem ser duráveis, resistentes, de baixa manutenção e ao mesmo tempo leves, já que a própria ilha oferece vários desafios à construção no local", explica o arquiteto Bernardo Dias, um dos responsáveis pelo projeto, coordenado pela professora doutora Cristina Engel.

Sobre o arquipélago

O arquipélago de São Pedro e São Paulo fica a cerca de 1.100 quilômetros de Natal, capital do Rio Grande do Norte, e se localiza sob a linha do equador, entre os continentes brasileiro e africano. Hoje, a principal atividade desenvolvida no arquipélago é a pesquisa. Desde 1998 a Marinha do Brasil mantém o programa Proarquipélago, que apoia a presença de pesquisadores por lá durante os 365 dias do ano.

Desde 2018, a ilha principal e todo o seu entorno (abrangendo 200 milhas náuticas de zona econômica exclusiva brasileira) são protegidos por duas Unidades de Conservação (UCs) federais: um Monumento Natural - MONA (de proteção integral) e uma Área de Proteção Ambiental- APA (que permite o uso sustentável).

O ICMBio Grandes Unidades Oceânicas é o responsável, junto à Marinha, pela gestão ambiental do território e vem enviando agentes ambientais para manter em dia os monitoramentos da pesca e das aves marinhas in loco, além do monitoramento remoto da pesca, através de dados de satélite.

O chefe do ICMBio, Júlio Rosa, destaca a construção da nova estação científica como mais um marco importante na gestão das unidades de conservação marinhas: “Nosso trabalho tem grande foco nas parcerias. Conseguir viabilizar uma obra de tamanha complexidade, a muitas mãos, é um indicativo de que estamos no caminho certo” - comenta. Júlio também ressaltou que a pesquisa nas ilhas oceânicas é essencial para o embasamento das decisões de gestão da biodiversidade nesses territórios tão únicos.

A obra deve se estender ao longo de 2026, com ações coordenadas e executadas pela Marinha do Brasil e equipe da UFES, com a presença do ICMBio.

Categoria

Ciência e Tecnologia

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

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