Mais de 20 milhões de empregos dependem da Amazônia Azul
CIRM

Marinha atua para assegurar os direitos e interesses do Brasil em área marítima de 5,7 milhões de km² no Atlântico Sul
15/11/2023 - Por Guarda-Marinha (RM2-T) João Stilben - Brasília, DF
No Brasil, setores econômicos fortes, como o agronegócio, que empregam milhões de pessoas e auxiliam a balança comercial do País, têm sua importância devidamente conhecida. Mas o que muita gente não sabe é que mais de 20 milhões de brasileiros, inclusive aqueles que atuam no campo, têm suas atividades envolvidas, direta ou indiretamente, com o mar. Para destacar fatos como esse, em 16 de novembro, comemora-se o Dia Nacional da Amazônia Azul, instituído pela Lei nº 13.187 /15. A data corresponde à entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, da qual o Brasil é signatário.
O termo Amazônia Azul foi cunhado pela Marinha do Brasil em 2004, para despertar na opinião pública a noção da importância das áreas marítimas sob jurisdição brasileira, tão vastas, ricas em biodiversidade e recursos naturais, com tanta importância ambiental e tão vulneráveis quanto à floresta Amazônica, a “Amazônia Verde”, cuja importância já era bem reconhecida pela sociedade.
Assim, o Dia Nacional da Amazônia Azul é também uma representação dos esforços para o desenvolvimento da chamada “mentalidade marítima”, que consiste no grau de conscientização da sociedade e dos decisores governamentais sobre a importância das atividades relacionadas ao mar para a vida da Nação, bem como o sentimento de pertencimento dos homens e mulheres à comunidade marítima brasileira, cuja interação sinérgica favorece o fortalecimento dessas atividades em prol dos interesses nacionais.
Busca-se, com isso, a valorização, preservação, uso sustentável e a proteção das Águas Jurisdicionais Brasileiras, que compreendem cerca de 5,7 milhões de km², onde são produzidos mais de 95% do petróleo nacional, 85% do gás natural e trafegam 95% do comércio exterior. Onde, portanto, mais de 20 milhões de empregos se sustentam.
Fonte: Agência Marinha de Notícias
