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Marinha oficializa instalação de sinal 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz

PROANTAR

Parceria entre a Marinha, Ministério das Comunicações, Anatel e a TIM ampliará capacidade de comunicação com militares e pesquisadores

A Marinha do Brasil, em parceria com o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a operadora de telefonia TIM, assinou um memorando de entendimento que oficializa a instalação da tecnologia 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). A cerimônia de assinatura ocorreu na noite de 26 de novembro, na Embaixada da Itália, em Brasília (DF).

A iniciativa promete ampliar a capacidade de comunicação direta com os militares e pesquisadores responsáveis tanto pela operação e manutenção da Estação, quanto pela condução de estudos e projetos científicos desenvolvidos no continente antártico, permitindo a rápida transferência dos dados coletados na região.

O acordo reforça o alinhamento estratégico entre a TIM e o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), com foco na ampliação do apoio a projetos voltados para ciência, soberania e inovação. A implantação da rede 5G na Antártica representa um impulso significativo à produção científica naquele continente, contribuindo para o desenvolvimento de estudos essenciais à compreensão e mitigação dos impactos climáticos.

"A manutenção de instalações de ponta no extremo sul do planeta é um fator indispensável para a continuidade da produção científica nacional na região. E nesse ambiente, a atuação da MB vai além do apoio logístico às pesquisas científicas. A presença estratégica no continente garante as condições necessárias para a continuidade da participação brasileira no Sistema do Tratado da Antártica, consolidando o Brasil como membro consultivo — categoria que assegura voz ativa nas decisões sobre o futuro da região. Essa posição permite ao País influenciar diretamente as políticas de preservação e o uso do território gelado, unindo ciência e governança”, afirmou o Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, Contra-Almirante Robledo de Lemos Costa e Sá.

A Estação

O Brasil aderiu ao Tratado Antártico em 1975 e a EACF começou a tomar forma em 1982, com a primeira edição da Operação Antártica (OPERANTAR). A expedição foi essencial para a aquisição de informações sobre a localidade, as restrições logísticas e as mais adequadas técnicas para a construção da base científica. Atualmente, a EACF tem a capacidade de acomodar até 64 pessoas, com qualidade de instalações e eficiência energética, o que possibilita pesquisas em uma plataforma ambientalmente sustentável, segura e confortável.

Na EACF, que completou 41 anos em 2025, existem 17 laboratórios, bem como áreas operacionais e de vivência, que somam 4.500 m2. Os militares que compõem seu Grupo-Base têm como uma de suas mais importantes tarefas o apoio e segurança a todas as atividades científicas desenvolvidas na Estação e seu entorno, realizadas em terra ou no mar. São, ainda, responsáveis pelo funcionamento e manutenção da estrutura e de seus equipamentos durante o período de missões que, em geral, duram 13 meses.

Localizada na Ilha Rei George, Baía do Almirantado, a Estação reúne militares e pesquisadores que se dedicam a decifrar os enigmas do ecossistema antártico, em busca de descobertas científicas que só poderiam ser feitas na região. Atualmente, a Estação dá suporte a vários projetos de pesquisas das chamadas Operações Antárticas, organizadas pelo PROANTAR — mais longevo programa científico do Brasil.

Durante as Operações, a Marinha do Brasil emprega o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, o Navio Polar “Almirante Maximiano” e aeronaves UH-17, do 1° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-1), além da própria EAFC.

Para se ter uma ideia da importância das pesquisas na região, neste ano cientistas brasileiros descobriram um caranguejo de 85 milhões de anos. Com apoio da Marinha, os pesquisadores do projeto “PALEOANTAR” encontraram o fóssil raro na Ilha James Ross, próximo do extremo nordeste do continente gelado, contribuindo para elucidar aspectos da fauna e da flora do período geológico “Cretáceo”.

Os pesquisadores brasileiros que identificaram o vestígio participaram da 41ª Operação Antártica (OPERANTAR XLI), e a pesquisa foi publicada na revista científica britânica Journal of Paleontology, da Universidade de Cambridge.

Estação Antártica Comandante Ferraz contribui para permanência do Brasil como membro consultivo do Tratado da Antártica — Imagem: Marinha do Brasil

Agência Marinha de Notícias

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