Nas Ilhas Martin Vaz, inaugurado novo mastro do Pavilhão que recebe os primeiros raios de Sol
PSRM
A Ilha Martin Vaz, considerada o extremo leste do país e distante 1.200 Km do litoral do Espírito Santo, recebeu em 21 de maio um novo mastro, construído com madeiras de espécies nativas oriundas dos demais extremos do território nacional.
A base do mastro foi feita de aroeira preta de Ladário/MS, no extremo Oeste, o centro foi feito de itajubá, do Oiapoque/AP, no limite Norte, e o tope, de aroeira vermelha, do Chuí/RS, no extremo Sul. Além das três seções, completam o mastro a carangueja1 feita com ipê do cerrado, de Brasília/DF e, para içar o pavilhão nacional, uma adriça2 que percorreu o mundo a bordo do Navio Veleiro Cisne Branco, da Marinha do Brasil.
A inauguração do novo mastro ocorreu ao nascer do Sol, ao som da Fosca Ouverture, de Carlos Gomes, em homenagem ao maestro Eleazar Segundo Afonso de Carvalho (1912 - 1996), tocada em clarinete pelo sargento fuzileiro naval músico Fábio da Costa Lima e acompanhada por pesquisadores que realizavam estudos sobre a fauna e a flora da região.
A união dos extremos do país, representada por cada seção do novo mastro e pela Bandeira Nacional que receberá os primeiros raios solares, no extremo leste do país, marcam a soberania brasileira sobre seu território: de leste a oeste, de norte a sul, por terra e pelo mar!
1 Madeira transversal do mastro que sustenta a adriça com a bandeira.
2 Corda utilizada para içar a bandeira.
